Num jogo em que se disputava uma boa parte da época desportiva e financeira, do Sporting Clube de Portugal, os leões foram uma equipa de duas partes bem distintas. Jorge Jesus apostou num modelo de jogo que mais se assemelhava a um 4-3-3, tirando do onze Slimani para apostar num meio campo no qual Aquilani se juntava  a João Mário e Adrien, conseguindo surpreender o CSKA.

Assim, a primeira parte foi claramente controlada pelos leões. Muito domínio e posse de bola, segurando os temíveis velocistas Musa e Doumbia no meio campo russo. A juntar a um plano de jogo que se estava a mostrar bem estudado e em que corria tudo bem ao Sporting, surgiu o golo de Teo Gutierrez. João Pereira descobre o avançado colombiano em boa posição e o número 19 dos leões finaliza da melhor forma. Tudo corria da melhor forma para a equipa de Jorge Jesus, que chegou ao intervalo com um pé e meio na fase de grupos da Champions e com o devido mérito.

Mas o pior estava para vir na segunda parte. O Sporting entrou a dormir no regresso dos balneários, e nem o golo madrugador de Doumbia – no qual a defesa do Sporting mostrou uma apatia incomum – serviu para colocar em sentido os jogadores e o treinador do Sporting. O meio campo do Sporting deixou de controlar a posse de bola e gerir ritmos de jogos e o Sporting nem chegava com verdadeiro perigo ao último terço do campo. Resumindo, o Sporting transfigurou-se em campo, deixando de ser uma equipa “mandona” e passando a ser uma equipa conformada com uma virtual vantagem na eliminatória. Quem aproveitou todas estas facilidades foi Musa e Doumbia, que aproveitaram para fazer estragos na defesa leonina. Com 20 minutos para jogar em Moscovo, o inevitável Doumbia empata a eliminatória e traz consigo o momento em que decide o jogo e a eliminatória. Com 2-1 no marcador, Jesus aposta em não mexer na sua melhor equipa e confia em levar o jogo para um possível prolongamento. Numa altura em que o Sporting já há muito não criava perigo, e que eram os russos a controlar e a dominar o encontro, cabia ao treinador do Sporting refrescar o seu elenco e colocar em sentido um CSKA afoito e a pensar no terceiro, golo que acabou por acontecer através do velocista Musa, à passagem dos 82 minutos, alguns momentos após o árbitro checo ter anulado um golo de Slimani, após canto de Carrillo.

 Musa e Doumbia destroçaram uma defesa leonina que esteve irreconhecível Fonte: UEFA
Musa e Doumbia destroçaram uma defesa leonina que esteve irreconhecível
Fonte: UEFA

Os últimos minutos  foram de sofrimento e pouca cabeça, com bolas bombeadas para a área de Akinfeev e para a cabeça de Slimani, mas o resultado prático foi nulo. O Sporting acabou por perder mais uma vez por 3-1 frente aos russos do CSKA, e de novo num jogo – eliminatória – onde foi superior em largos momentos, principalmente no jogo de Alvalade.

Um dos objectivos da época acabou por cair precocemente por terra, assim como os milhões  que tanto fazem falta aos cofres  leoninos. E o Sporting pode se queixar da influência de terceiros na decisão da eliminatória, mas o principal culpado deste falhanço foi este Sporting da segunda parte de Moscovo, um verdadeiro Edward Hyde.

A Figura:

Seydou Doumbia – O avançado costa-marfinense foi decisivo nos dois encontros da eliminatória. Hoje acaba por bisar na partida, aliando velocidade a sentido de oportunidade. Em má hora os russos o resgataram à Roma, contribuindo para afastar o Sporting dos milhões da Champions.

O Fora de Jogo:

 Defesa do Sporting –  Uma segunda parte para esquecer, entrando desconcentrados e permitindo o golo madrugador de Doumbia. No segundo golo, não foram lestos a tirar a bola de uma zona potencialmente perigosa e permitiram que Musa assistisse Doumbia para o segundo golo do costa-marfinense.

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