A última vez que o Sporting venceu o campeonato foi em 2001/2002. O treinador era Laszlo Bölöni e faziam parte da equipa nomes como Mário Jardel, João Pinto, Ricardo Sá Pinto, Pedro Barbosa e Paulo Bento.

Já lá vão quase 19 anos desde a última festa do título. Ao longo deste tempo, o Sporting sempre foi um eterno candidato. Foram 16 treinadores a passar por Alvalade, 21 se contarmos com os interinos. Qual foi o melhor treinador que passou desde o último título de campeão?

Calculamos a percentagem de vitórias (%V), de empates (%E) e de derrotas (%D), a média de golos marcados (MGMJ) e sofridos (MGSJ) de cada treinador em cada época pelo Sporting Clube de Portugal após a última conquista. Deixamos de parte os interinos e Rubén Amorim, que só disputou um jogo.

Treinador Época Nº jogos %V %E %D MGMJ MGSJ
Laszlo Bölöni 2002/2003 44 50 22,73 27,27 1,93 1,13
Fernando Santos 2003/2004 40 65 12,50 22,50 1,65 0,95
José Peseiro 2004/2005 52 55,77 19,23 25 2 1,09
2005/2006 11 45,45 0 54,55 1,27 1,54
2018/2019 14 64,29 7,14 28,57 1,71 1
Total 77 55,84 14,29 29,87 1,84 1,14
Paulo Bento 2005/2006 32 68,75 21,88 9,38 1,59 0,56
2006/2007 42 64,29 23,81 11,90 1,73 0,59
2007/2008 56 55,36 21,43 23,21 1,62 0,87
2008/2009 46 65,22 17,39 17,39 1,56 0,95
2009/2010 18 38,89 11,11 50 1,33 0,88
Total 194 60,31 20,10 19,59 1,60 0,78
Carlos Carvalhal 2009/2010 33 48,48 21,21 30,30 1,60 1,12
Paulo Sérgio 2010/2011 38 52,63 21,05 10 1,68 2,02
Domingos Paciência 2011/2012 35 54,29 25,71 20 1,57 0,77
Ricardo Sá Pinto 2011/2012 21 61,90 9,52 28,57 1,42 1,04
2012/2013 9 22,22 55,56 22,22 1,22 1
Total 30 50 23,33 26,67 1,36 1,06
Franky Vercauteren 2012/2013 11 18,18 36,36 45,45 1 1,7
Jesualdo Ferreira 2012/2013 18 55,56 16,67 27,78 1,4 1,1
Leonardo Jardim 2013/2014 35 65,71 22,86 11,43 2 0,7
Marco Silva 2014/2015 53 58,49 28,30 13,21 2 1
Jorge Jesus

 

2015/2016 51 70,59 11,76 17,65 2,2 0,9
2016/2017 43 60,47 13,95 25,58 1,8 1
2017/2018 60 60 21,67 18,33 1,8 0,8
Total 154 63,64 16,23 20,13 1,9 0,9
Marcel Keizer 2018/2019 37 62,16 21,62 16,22 2,3 1
2019/2020 5 40 20 40 1,6 2,2
Total 42 59,52 21,43 19,05 2,2 1,1
Jorge Silas 2019/2020 28 60,71 3,57 35,71 1,6 1,1
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Através da análise da tabela, podemos concluir que:

  • A maior percentagem de vitórias numa época é de Jorge Jesus, em 2015/2016, vencendo 70,59% dos jogos.

  • A menor percentagem de vitórias pertence a Franky Vercauteren, onde, na sua curta passagem por Alvalade, apenas venceu 18,18% dos 11 encontros disputados.
  • A maior percentagem de empates foi com Ricardo Sá Pinto, 55,56%, que comandou os Leões no início da época de 2012/2013, saindo em meados de outubro, após 9 jogos.
  • A menor percentagem de empates aconteceu com José Peseiro, empatando 0% dos 11 jogos como treinador leonino em 2005/2006, na ressaca da época em que o Sporting CP perdeu a final da Taça UEFA em casa. O técnico português perdeu várias peças no início da temporada e não foi capaz de dar continuidade à qualidade futebolística praticada, acabando por sair em outubro.
  • A maior percentagem de derrotas também foi com José Peseiro, na mesma época em que não empatou nenhum jogo. Nos 11 jogos perdeu 54,55%.
  • A menor percentagem de derrotas foi com Paulo Bento, em 2005/2006, perdendo apenas 9,38% dos jogos disputados.

  • A maior média de golos marcados por jogo foi com Marcel Keizer, 2,3, em 2018/2019.

  • A menor média de golos marcados por jogo pertence a Franky Vercauteren, com uma média de 1 golo por partida.
  • A maior média de golos sofridos por jogo foi de 2,2, com Keizer na época do seu adeus, após 5 encontros em 2019/2020.
  • A menor média de golos sofridos por jogo pertence a Paulo Bento, na época de 2005/2006, com uma média de 0,56.

Todos sabemos que as estatísticas valem o que valem. A verdade é que uns disputaram mais jogos e outros entraram a meio, não tiveram as mesmas condições, estabilidade e orçamentos. No final de tudo, o que contam são os títulos conquistados, sejam com mais ou menos vitórias que os treinadores anteriores. Nesta longa caminhada, o Sporting CP foi acumulando taças e boas exibições, mas nenhum título de campeão.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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