a norte de alvalade

Diego Rubio tem estado em foco no regresso a Alvalade. Hoje, frente à Oliveirense, marcou o seu 10.º golo em 13 jogos, perfazendo uma média de 0,77 golos por jogo e detendo uma muito interessante percentagem dos golos da equipa (20%), se atendermos a que começou apenas a jogar já com 24 jornadas decorridas. Nessa altura, quando começou a jogar, a equipa B do Sporting registava 30 golos marcados. Agora, já com mais 11 jogos, a equipa marcou mais 17 golos, mais de 60% dos quais pertencem a Rubio (os tais 10 golos).

Para se perceber melhor a importância que a entrada de Rubio teve na equipa, e certamente na melhoria da sua posição na tabela classificativa – ao subir do 12.º para 4.º lugar (à condição) depois do triunfo de hoje -, fica a constatação de que todos os golos que marcou, excepto um (o primeiro com o Farense), foram decisivos para pontuar. Sem eles o Sporting não teria empatado ou ganho os 24 pontos que conseguiu. Estes pontos, alcançados nas últimas 11 jornadas, representam mais de 40% da totalidade dos 57 pontos conseguidos nas 35 jornadas.

Rúbio marcou um golo decisivo para a vitória com o Sta. Clara (1-0), Olhanense (2-1), Beira-Mar (3-2), Portimonense (1-0), Ac. Viseu (2-1) e dois no jogo com o Tondela (4-3). Igualmente importantes para alcançar o ponto correspondente ao empate foram os golos marcados ao Chaves (1-1), ao Trofense (1-1) e à Oliveirense (1-2). Como é evidente, não sabemos o que seria a actual classificação do Sporting B na II Liga sem Rubio, uma vez que alguém jogaria no seu lugar. Mas estes números indiciam certamente uma alteração do comportamento da equipa que dificilmente se poderá dissociar da presença do chileno.

Pode até considerar-se que é pouco provável que este momento de elevada eficácia do avançado sul-americano de 21 anos se possa manter nos níveis actuais, mas não deixa de ser uma importante chamada de atenção para a necessária ponderação a ser feita quando chegar o tempo de planear a próxima época. Isto quando um dos assuntos mais comentados é o interesse em jogadores como Hassan (Rio Ave) e o elevado salário do jogador chileno.

Como exemplo aleatório e como auxilio à tal ponderação, será que o custo de aquisição do passe de Cissé e o seu ordenado versus a sua produção não são muito mais caros para o clube?

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