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Mais uma vez, usurpamos o universo Grego com uma vitória sem espinhas à moda do “Deus” Bas. Enquanto Jesus rodava o espeto, Bruno César ia deliciando os adeptos com tamanha aptidão para devorar o Olympiacos. O brasileiro tem demonstrado que, na Champions, mais depressa avia uma picanha de qualidade do que José Sócrates querer mostrar inocência.

Mathieu, William e Piccini voltaram com grande fome e com a qualidade que muitos Deuses desejam. Se os italianos já andam a “namorar” Piccini para a linha direita da squadra azzurra, os Dildo Brothers não se cansam de encher as paredes da zona de East London com os posters de Sir William. Mathieu disse há poucos dias que acabar a carreira no Sporting dependia do Presidente. Eu suplico ao central francês que o faça com o consentimento –  unânime -, do povo verde e branco. Até André Pinto se torna “delicioso” junto a tanta supremacia. Aquele meio-campo com William, Battaglia e Bruno Fernandes é uma melodia reconfortante para qualquer ouvido e juntar o matador Bas Dost é a sinfonia perfeita para entrar em qualquer Olimpo. Ir a Barcelona discutir o apuramento com um tubarão chamado Juventus é estar no pódio e ser tão grande como os maiores da Europa.

Bas Dost marcou o terceiro golo desta forma Fonte: Sporting CP
Bas Dost marcou o terceiro golo desta forma
Fonte: Sporting CP

Da mesma maneira que um assistente de bordo olha para mim quando lhe peço um copo com água, olhava para Petit com o mesmo ar de desprezo e total desconfiança neste Paços de Ferreira. Jesus conseguiu matar o borrego e venceu, finalmente, uma equipa de Petit, como treinador leonino. É com grande ânimo que se vê Coentrão fazer o segundo jogo consecutivo e deixar para trás o pulmão condicionado pelos consecutivos cigarros. É com grande esperança que se vêem antigos fantasmas fugirem.

Vencer estes dois jogos traz a sensação e esperança que antigos “demónios” foram sequestrados nos emails e fruta fresquinha de outras épocas. O Sporting venceu um Paços atrevido e aproveitou o empate do FC Porto na Vila das Aves. Mais depressa chegará o Sporting à liderança do que Sérgio Conceição ao fim do campeonato sem esmurrar a cara de um árbitro. Provavelmente, foi isso que disse, em Alvalade, aos seus jogadores: “Malta, ou somos campeões ou eu dou uma pêra ao próximo árbitro que não nos ajudar a somar pontos”. O treinador portista não se lembrou que a época da fruta fresca só passou enquanto foi jogador. Foi uma vitória justa no regresso de Bryan Ruiz à armada do Leão.

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Gelson Martins estava no sítio certo para aumentar a vantagem leonina Fonte: Sporting CP
Gelson Martins estava no sítio certo para aumentar a vantagem leonina
Fonte: Sporting CP

Bryan, se estás a ler este texto, lembra-te que me deves um golo e um campeonato. Espero sinceramente que esta história tenha um final tão feliz como a paixão dos sete anões pela Branca de Neve. O mais importante foi, sem dúvida, conquistar os três pontos e esperar por um clássico bem sentadinho na poltrona com uma chave inglesa que não necessitou do manual de instruções para desmontar um móvel na sua plena capital.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira