Já tivemos equipas que foram muito superiores aos adversários. Já tivemos equipas que foram superiores aos adversários. Este ano tínhamos uma equipa que ganhava pela diferença mínima, sem jogar um futebol vistoso, mas estava em todas as frentes. Apesar de não gostar do estilo de jogo, acreditava nela. A sério… acreditava que era possível ganhar e que mais cedo ou mais tarde íamos ter exibições melhores. Depois, bem, depois vocês já sabem!

Vieram os discursos incendiários de Bruno de Carvalho (com os quais concordei e concordo). Era preciso e é preciso pôr o dedo na ferida no que se passa no futebol português. E doa a quem doer, pôr isto a ser transparente e que não deixem dúvidas sobre a justiça no vencedor.

Jorge Jesus, ao seu estilo peculiar de “melhor do mundo” atacou tudo e todos e colocou tudo em causa. Até os adeptos, o único bem intocável e mais valioso do clube, o treinador fez questão de querer “educar” à sua maneira.

Mas além dos factores externos, existe um factor interno que tem de mudar. A mentalidade! A mentalidade tem de mudar… e não é só na equipa principal de futebol. É também nas bases. Quando não se preparam as equipas para ganhar, é impossível isso acontecer. A equipa B é um exemplo perfeito disso e um sintoma desta questão da falta de mentalidade. Uma equipa que tem, por várias vezes, vantagem no marcador (algumas vezes até gorda) e deixa dar a volta, dá sinais de equipa fraca de mentalidade. E quando isso acontece… e ninguém nada faz, é contagiante a todo o clube. Uma equipa que não ganha desde finais de janeiro e que por várias vezes chegou até a ter dois golos de vantagem e perde… é uma equipa doente. E quando não há nenhum “doutor” no Sporting para resolver isto, é uma doença que se espalha e que, mais cedo ou mais tarde, iria contagiar. A equipa principal do Sporting já tinha dado sinais desse contágio e no último jogo contra o Braga, padeceu mesmo da doença.

Rita Fontemanha deu uma lição de mentalidade vencedora. É isto que deve passar cá para fora. Coesão e união ao clube. Aliados às vitórias e ao futebol praticado e demonstrado
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino

Depois vem a mentalidade “agressiva” que só alguns têm! Será que todos em Alvalade querem ganhar? O Presidente anda a querer colocar o clube no topo, mas será que os jogadores e staff querem o mesmo? Os “ataques” que o nosso Presidente faz aos outros clubes, resultam sempre numa garra extra nos nossos adversários para lutar. Contra os nossos, parece que passa tudo ao lado. A excepção? A equipa de Futebol Feminino. Sempre que BdC sofre um “ataque” em que elas possam mostrar estar ao lado dele, lá estão elas a defendê-lo. Num programa desportivo alguns comentadores quiseram tentar colocar a dúvida sobre ordenados em atraso no Futebol Feminino do Sporting. Rita Fontemanha, uma atleta do clube, rapidamente escreveu: “Felizmente, podemos (todas!!) considerar-nos umas privilegiadas pela aposta que o Sporting Cube de Portugal tem feito em nós e na nossa modalidade” e foi mais longe: “Afinal, somos uma referência do nosso desporto em Portugal, com atletas internacionais em todas as camadas e isso, para alguns, talvez não seja de fácil aceitação e reconhecimento”.

Ah, e só para relembrar o futebol feminino do Sporting, em 25 jogos, entre campeonato, taça e supertaça de Portugal, e Liga dos Campeões tem 23 vitórias, um empate e uma derrota. São 114 golos marcados e onze sofridos.

Será que percebem a questão da mentalidade que falo?

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

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