Assistiu-se a um dia agitado para os lados de Alvalade, não pelas razões tristes do costume mas, desta vez, como sinónimo de elevação e grandeza do Sporting Clube de Portugal. Em causa estava a escolha do 43º presidente do Sporting Clube de Portugal. Ao final da tarde, os diferentes canais informativos assinalavam uma espécie de final countdown, um Tique-taque-tique-taque até ao fecho das urnas pelas 19h00.

A afluências dos sócios apenas confirmou aquilo que todos sabemos: a grandeza do clube de Alvalade. Bateu-se nesta eleição, cujo resultado ainda é desconhecido, o record de votantes numa eleição. Acorreram às 50 urnas de Alvalade mais de 21 mil associados.

Acresce a este valor os 3200 votos por correspondência. Estes números espelham e mostram a vitalidade do clube verde e branco e, sobretudo, a vontade dos sócios decidirem o destino que querem para o seu clube. Confirmaram também que os sócios são o principal ativo do Sporting Clube de Portugal e que são eles também o barómetro da vida interna do clube. Se dúvidas ainda houvessem, este ato eleitoral tratou de as dissipar. Jaime Marta Soares dava conta da normalidade do sufrágio logo pelas 17h45 afirmando que esse ato “continua a correr de forma muito serena, sem registo de situações de conflito”

O dia começou logo pela manhã com um bom ambiente em torno dos locais de voto. Quatro dos seis candidatos – Frederico Varandas, Dias Ferreira, José Maria Ricciardi e João Benedito – decidiram despachar o assunto logo da parte da manhã. O ex-guarda-redes de Futsal foi peremptório em afirmar junto dos jornalistas presentes que estava apressado pois teria que se deslocar a Loulé para assistir à final da Supertaça de Futsal que opôs a formação leonina à equipa do Grupo Desportivo Fabril. Também da parte da manhã, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, conceituado sportinguista, exerceu o seu direito de voto e até o jogador holandês Bas Dost fez questão de exercer o seu direito de voto na qualidade de sócio do clube. Ele que foi, recorde-se, uma das principais “vítimas” do ataque à Academia.

Não há tempestades nem intempéries que derrubem o Sporting CP pois trata-se de um clube tão grande como os maiores da Europa
Fonte: Sporting CP

Da parte da tarde, o ambiente continuou muito agitado no estádio José Alvalade. Os candidatos Rui Jorge Rego e Tavares Pereira exerceram o seu direito de voto nesta fase do ato eleitoral, à semelhança de outras figuras do universo leonino nomeadamente Augusto Inácio e Eduardo Barroso. O antigo médio leonino Daniel Carriço, atualmente no Sevilha, votou já ao final da tarde, referindo-se a um dia histórico para o clube de Alvalade: “É um dia importante na história do clube, uma fase complicada, mas esperemos que daqui para a frente todo o sportinguismo esteja unido e espero que o futuro seja risonho para o Sporting”.

Em suma, o ambiente vivido foi absolutamente normal. Não houve incidentes de maior, apesar do “fantasma” de Bruno de Carvalho pairar na cabeça de muitos votantes. A ameaça do presidente destituído de que impugnaria as eleições leoninas de hoje, não tiveram qualquer consequência prática e a normalidade reinou para os lados de Alvalade.

Independentemente daquilo que as urnas disserem, importa ainda endereçar um agradecimento especial à Comissão de Gestão, presidida por Artur Torres Pereira e ao presidente da SAD nesta fase de transição, José de Sousa Cintra. Ambos foram exímios na condução de uma equipa que permitiu que o Sporting não deixasse de ser aquilo que é na realidade: a maior potência desportiva nacional.

Resta agora que o Leão se erga e caminhe, pois, com tantas feridas nos últimos tempos ainda está cambaleante. O próximo presidente dos Leões terá muito trabalho pela frente. Por muito que as questões financeiras sejam importantes ou até mesmo essenciais, o seu principal trabalho passará pela união da família sportinguista. Mas acredito que isso acontecerá com facilidade pois o Sporting é um clube tão grande como os maiores da Europa. Viva o Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

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