logo-BnR.png

ÚLTIMA HORA:

Alvalade Sporting

Estádio José Alvalade: A Casa dos Leões

Uma nove era verde. “The Future is Coming”. São estes os motes que remetem para a ideia de que uma nova vida do Estádio José Alvalade está para breve. Como estava o estádio quando se apaixonou pelos leões?

A estrutura do Sporting CP finalizou, recentemente, o projeto de substituição das cadeiras do Estádio José Alvalade. No dia da tomada de posse dos órgãos sociais do Sporting CP para 2022/2026 foi apresentado nas redes do clube leonino um vídeo com o título “The Future Is Coming”, onde é possível ver diversas imagens alusivas a várias inovações da casa verde e branca.

Neste artigo reviverá a história não só do Estádio, mas dos estádios por onde a turma verde e branca jogou.

Sporting Alvalade
Fonte: Sporting CP

A HISTÓRIA

No início dos inícios, em 1906, a turma verde e branca começou a jogar futebol na Alameda do Lumiar – atualmente conhecida como Alameda das Linhas Torres – no conhecido Sítio das Mouras. Na altura, José Alvalade pediu ao seu avô, Visconde de Alvalade, para ceder os terrenos para que pudesse criar um novo clube depois do Campo Grande Football Club ter fechado as portas. Com o terreno veio um edifício na Alameda, que funcionou como primeira sede do Sporting CP.

No ano seguinte, em julho de 1907, fizeram-se remodelações no campo que melhoraram as condições desportivas. O novo campo dispunha agora de uma pista de atletismo, dois campos de ténis, pavilhão com balneários e chuveiros de imersão, sala de estar e jogos e cozinha para a preparação de refeições ligeiras. Na altura era o melhor complexo desportivo em Portugal.

Alvalade Sporting
A estância de madeira | Fonte: Sporting CP

O ano de 1917 marca a saída do Sporting do Sítio das Mouras para o Campo Grande 412. Neste campo viveram-se muitas glórias. Este campo, que entretanto já não existe, sofreu diversas melhorias graças ao dirigente Mário Pistacchini, que adiantou quase 53 mil escudos para as obras, na condição do Sporting CP lhe pagar assim que pudesse – o que aconteceu mais tarde.

Os leões acabaram por regressar ao Estádio do Lumiar, em 1937, e cederam o campo que ocupavam antes ao rival SL Benfica quando o clube das águias foi obrigado a sair do campo das Amoreiras para a realização de obras públicas no local (viaduto Duarte Pacheco e auto estrada para a marginal).

Sporting
Fonte: Stadium de Lisboa | Fonte: Sporting CP

O regresso ao Estádio do Lumiar (conhecido também como Stadium de Lisboa) ficou marcado por um cenário de tempos de glória leonina, visto que foi aqui que começaram a aparecer os “Cinco Violinos”. Após acordos municipais o Sporting tomou posse do estádio e fez algumas remodelações. Realizadas as transformações nascia o quinto campo dos leões, considerado também histórico por ser o primeiro campo conhecido como “Estádio José Alvalade”.

A 10 de junho de 1956 foi inaugurado o mítico “Estádio José Alvalade”, o sexto campo do clube. 60 mil pessoas foram até Alvalade para assistir à cerimónia de inauguração, onde milhares de atletas desenharam as iniciais SCP no relvado. Na inauguração o Sporting perdeu frente aos brasileiros do Vasco da Gama por 2-3, mas são diversas as histórias vitoriosas por contar neste estádio. Quem não se recorda dos 7-1 frente ao SL Benfica? E dos 5-0 frente aos grandiosos do Manchester United? Com certeza eram outros tempos, outro futebol e outra emoção.

#NesteDiaSCP, em 1956, inaugurava-se o antigo Estádio José Alvalade 🏟️

Qual foi o teu melhor momento no antigo estádio? 💚 pic.twitter.com/kwewGsrQ6E

— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) June 10, 2020

Mais tarde, tal como tinha acontecido com o estádio anterior, com uma vontade por parte dos adeptos e com grandes esforços de transformação no clube, nasce a seis de agosto de 2003, o sétimo e atual campo do Sporting CP.

O campo encontra-se ao lado do “seu irmão”, entretanto deitado a baixo, e, na altura, era um estádio de nova geração. Recebeu cinco jogos do euro 2004 e uma final da Taça Uefa no ano seguinte.

No dia da inauguração o Sporting convidou, tal como tinha acontecido na inauguração dos outros campos, um clube para estrear o relvado. Desta vez tinha sido o Manchester United. A turma verde e branca saiu vencedora por três bolas a uma, com um bis de João Pinto e outro tento de Luís Filipe. Nessa noite, um tal menino chamado Cristiano Ronaldo fez uma exibição fora do comum, que acabou por o levar poucos dias depois para Inglaterra e representar os red devils.

 

Curiosidade – A PORTA 10-A

Não podia escrever este artigo sem falar na mítica Porta 10 – A.

Algo que me chamou a atenção enquanto pesquisava sobre a histórias dos estádios foi a Porta 10-A. A Porta 10-A é uma porta histórica, do anterior Estádio José Alvalade, que viu nascer muitos craques, quer jogadores, quer treinadores. As duas portas de ferro, com brasões cravados em forma de brasão, fazem lembrar as mais nobres famílias.

Depois de ter sido exposta no exterior do estádio, agora a porta está no interior do estádio, por onde os jogadores da equipa principal dos leões passam.

Bom dia! Um bom domingo para todos os Leões e Leoas 💚 pic.twitter.com/fuHZHgpwLb

— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) August 7, 2016

O nome da porta surgiu por uma questão funcional, visto que ficava entre os portões 10 e 12. Além disso, a designação A e B davam-se a portas que não eram para adeptos, ou seja, para serviços ou acesso a determinadas modalidades. Neste caso em concreto, a Porta 10-A era para o Departamento de Futebol.

Muitos adeptos acabaram por batizar a porta como o 10 de craque e o A de principal, visto que dali saiam e entravam muitos talentos.

 

Artigo escrito pelo redator da Secção do Sporting CP, João Marques

 

 

O João Marques é natural da ilha Terceira. Desde cedo manifestou um gosto especial pelo desporto. Com o crescimento surgiu o gosto pela escrita e a vontade de transmitir informação. Decidiu juntar o útil ao agradável e acabou por aventurar-se pela FCSH – Nova Lisboa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação. Regressou à Terceira e encontra-se a estagiar no jornal local, o Diário Insular. Entra no projeto com grande vontade de escrever sobre o desporto rei e sobre o seu grande amor, a turma verde e branca.

O João Marques é natural da ilha Terceira. Desde cedo manifestou um gosto especial pelo desporto. Com o crescimento surgiu o gosto pela escrita e a vontade de transmitir informação. Decidiu juntar o útil ao agradável e acabou por aventurar-se pela FCSH – Nova Lisboa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação. Regressou à Terceira e encontra-se a estagiar no jornal local, o Diário Insular. Entra no projeto com grande vontade de escrever sobre o desporto rei e sobre o seu grande amor, a turma verde e branca.

[my_elementor_post_nav_output]

FC PORTO vs CD TONDELA