Nos últimos anos, o Sporting tem carecido de bons avançados e tal facto tem-se refletido na ausência de golos em certos jogos, em que só os melhores conseguiriam resolver. Existem algumas exeções como são os casos de Liedson, Fredy Montero, Islam Slimani e Teófilo Gutierrez, que fizeram boas exibições e nalguns casos foram mesmo umas “máquinas” de golos ao nível dos melhores que já atuaram no clube leonino. Contudo, existem nomes que simplesmente não possuíam a qualidade suficiente para o nível do campeonato português e que, de certa forma, retardaram a evolução do clube leonino devido a essa escassez de golos e também devido ao “festival” de golos falhados, como são os casos de Castaignos, Hernán Barcos, Tanaka, Salim Cissé, entre outros.

Porém e como já enunciei num artigo que escrevi sobre a performance da atual direção, está a ser realizado um excelente trabalho e quando nos referimos às contratações, estamos perante um dos melhores mercados de verão de sempre porque estão a chegar ao clube leonino jogadores de elevado calibre que certamente irão fazer a diferença nos jogos que se avizinham. No que toca à frente de ataque, Bas Dost continua de leão ao peito e desde a chegada do presidente Frederico Varandas, chegaram nomes como Luiz Phellype e Luciano Vietto e este artigo será para analisar esses três jogadores.

Começando pelo mais conhecido no reino do leão, Bas Dost é um jogador que já nos deu muitas alegrias e é dos poucos jogadores que sente a camisola. Quando marca é o primeiro a festejar e quando falha é o primeiro a mandar uma “estalada” na cabeça a ele próprio. Não precisa de prestar mais provas aos adeptos porque as provas que ele nos dá refletem-se na quantidade de golos que marca. E a quantidade de golos que marca será suficiente? Claro que sim! Bas Dost é um tipo de ponta de lança em vias de extinção nos dias de hoje, é daqueles jogadores que aplica o máximo de si no pouco que faz e é exímio nas movimentações, na ocupação de espaços tendo em vista o ataque à baliza e principalmente, no primeiro toque.

Jorge Jesus, na temporada 2016/2017, sabia disso perfeitamente e também sabia que se ele fosse bem servido, iria ser uma “máquina” de golos e como tal, chegou a admitir que a equipa estava montada em função dele. Nessa época esteve inclusive a disputar a Bota de Ouro marcando, no total, 34 golos – perdida para Lionel Messi que acabou com 36 tentos (mais o homem não pode fazer, Ronaldo e Messi são extraterrestres!).

Na última época não foi dono dos melhores rendimentos, mas o único problema deste avançado é a confiança, muito em parte porque ele próprio sabe que é dependente da equipa e tal facto é apoiado na decisão dele de abandonar a seleção holandesa, que como se sabe possui um futebol em que existem muitas trocas posicionais e como tal, é totalmente o oposto do estilo de Bas Dost. Tendo em conta todos estes fatores, os adeptos só o têm que apoiar e principalmente incentivar quando as coisas correm mal porque ninguém fica mais chateado quando falha um golo do que ele próprio.

Falando agora de Luiz Phellype, este avançado foi uma agradável surpresa devido a dois fatores: o seu reduzido preço de compra e o número de golos que marcou. Tendo em conta que chegou ao Sporting a meio da época proveniente do Paços de Ferreira – que militava na segunda divisão – realizou uma metade de temporada bastante positiva tendo feito 8 golos em 14 jogos. Considero que é um avançado em parte semelhante a Tiquinho Soares do FC Porto, porque é muito forte nas movimentações e um jogador físico, o que o torna um jogador incansável.

Tais características tornam-no num jogador de combate, persistência, trabalha muito a frente de ataque e quando defende, faz uma excelente primeira linha de pressão o que obriga muitas vezes a equipa adversária a jogar mal e por isso, irá ser fundamental para alcançarmos resultados positivos. Mesmo que não tenha o mesmo rendimento que teve na época passada, irá sempre jogar sem pressão devido ao baixo valor da sua transferência, mas sou da opinião que irá realizar uma boa temporada.

Vietto realizou uma excelente temporada ao serviço do Villarreal, tendo apontado 20 golos em 44 jogos, o que fez Simeone desembolsar 20M de euros pela sua contratação, para o Atlético de Madrid
Fonte: Club Atlético de Madrid

Por último irei falar de um dos reforços mais sonantes neste mercado de transferências: Luciano Vietto, avançado de 25 anos. O negócio que o trouxe para Alvalade é algo confuso e atribulado e como tal, não irei abordar o negócio mas sim, apenas e só, o jogador em si. É um 9,5 como diria Jorge Jesus, com bastante classe que consegue “cheirar” o golo e, apesar de não possuir a intensidade de Luiz Phellype, joga muito bem em equipa e tem a habilidade de estar no sítio certo na hora certa, tal como acontecia com Teófilo Gutierrez.

Durante a sua carreira teve passagens por Racing, Sevilha, Villarreal, Valência e Atlético de Madrid, oferecendo por isso muita experiência à frente de ataque do clube leonino e, se render o mesmo que rendeu em épocas passadas, especialmente quando brilhou ao serviço do Sevilha e principalmente do Villarreal, estamos perante um caso sério que poderá fazer a diferença em qualquer jogo que estiver a disputar.

Ainda existem outros nomes que merecem consideração para a próxima época como são os casos de Gonzalo Plata e Pedro Marques, que poderão entrar em qualquer momento da época caso hajam lesões ou suspensões e que de certo têm todas as condições e qualidades para triunfarem de leão ao peito. Para concluir, os sportinguistas podem ficar descansados quanto à frente de ataque pois estamos perante a melhor dos últimos anos e por isso, este promete ser um ano no qual as redes adversárias vão ser muito balanceadas.

Foto de Capa: Sporting CP

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