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Quando o João Palhinha viu aquele amarelo poucos minutos depois de ter entrado no jogo contra o FC Boavista, muitos vaticinavam que o objetivo tinha sido apenas para fragilizar no nosso meio campo quando fôssemos defrontar os nossos rivais da segunda circular.

Eu próprio me mostrava preocupado com a falta que poderia fazer o nosso jogador de meio campo mais forte no momento defensivo, quando fôssemos defrontar um dos nossos rivais diretos. Não, não é o SC Braga, senhor construtor.

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No entanto, mais uma vez, esta equipa mostrou que a força é o grupo, que potencia depois a qualidade dos miúdos que vão entrando na equipa sempre que é necessário. Desta vez, foi o Matheus Nunes que nos descansou. Não apenas pelo golo decisivo que marcou, mas principalmente pelo jogo que fez e pela qualidade que tem a comandar a bola.

Eu sabia que o Matheus tinha qualidade, principalmente com a bola nos pés, mas decididamente não trazia a consistência defensiva que traria Palhinha. Ele sozinho não, mas a equipa no seu todo sim. E a equipa deu a estabilidade e confiança que o jovem precisava para mostrar o que vale.

Neste último jogo conseguimos perceber que, como dizia um famoso treinador (um dos melhores do mundo, segundo o próprio) “Se não jogar o Palhinha, joga o Manel”. E é de Maneis que esta equipa foi construída. Porque, desde a eliminação das competições europeias em que tivemos uma razia no plantel à custa da pandemia, que esta equipa mostra ser muito consistente quando precisa de trocar um ou dois elementos da sua equipa base.

Matehus Nunes acenou positivamento ao chamamento para o eterno dérbi, foi o homem do jogo e decidiu o encontro
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No entanto, continuo a achar que o plantel é curto, até porque neste mercado de inverno não aumentamos o número de opções, apenas aumentamos, hipoteticamente, a qualidade das mesmas. E digo hipoteticamente porque não sei como se irão adaptar estes novos jogadores à equipa, ao clube e ao treinador.

De qualquer forma, este ano, estes jogadores e este treinador, já demonstraram que não devemos desconfiar da sua competência.

Desconfiamos do Rúben Amorim, que se está a revelar um grande líder de homens, um excelente comunicador e bom tacticamente. Desconfiamos ainda de “Pote”, Nuno Santos, dos calções do Porro e todos se vieram a revelar apostas acertadas. Por isso, vamos acreditar que temos equipa para nos dar uma alegria em maio, ainda que saibamos das “pedras” que nos costumam aparecer no caminho, principalmente quando andamos, como agora, tanto tempo no topo a incomodar.

Para já, baseando-nos no que esta equipa já fez e continua a fazer, e porque não conseguimos prever o futuro (apesar de todos conhecermos as jogadas que se costumam desenrolar. Já tivemos algumas vindas de norte, agora vemos surgir do outro lado da estrada), só podemos estar confiantes porque, se apenas depender da vontade e qualidade destes jogadores, teremos muitas alegrias esta época.

Jogue o Palhinha, jogue o Matheus, jogue o Paulinho (não o roupeiro) ou jogue qualquer Manel, podemos ter a certeza que entrarão com a vontade e comprometimento de lutar pelo Sporting CP. Temos hoje uma verdadeira equipa, vetada a vedetismos e a egos desmesurados. Temos gente que sente o clube, seja qual for a preferência de cor que tenham tido no passado e é disso que temos andado órfãos há anos seguidos.

Não apoio esta direção, mas a verdade é que, eles, ou alguém por eles, conseguiram formar um grupo que nos permite sonhar que efectivamente é possível. Ainda que possa não vir a acontecer. E em 99 por cento dos últimos vinte anos, a esta altura já tínhamos acordado há muito para a realidade. Que continuemos a sonhar até maio, para podermos acordar apenas quando for para ir festejar.

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