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Com um tempo convidativo e já com sabor a final de época, os leões apresentaram um onze com algumas novidades, com Jonathan a recuperar um lugar na lateral esquerda e Montero a subir no relvado e a ocupar o lugar de Tanaka. Nani, Slimani e Jefferson ficaram de fora da convocatória, algo que tem vindo a ser já habitual na rotação do plantel que o treinador leonino tem vindo a realizar nas últimas partidas.

O início do jogo foi morno e com pouca velocidade. Só aos dez minutos surgiu a primeira jogada de perigo e para a equipa da casa, numa jogada em que Patrício foi obrigado a sair da área para evitar males maiores. Na resposta o Sporting poderia ter marcado mas Mané deixou-se antecipar quando só tinha que encostar para a baliza de Kieszek.

O jogo voltou a acalmar, com os leões a terem mais posse de bola mas com os visitados a criarem mais perigo; até que, numa jogada de rápido contra-ataque, Fernandinho surge isolado do lado esquerdo do ataque e cruza a bola apara uma finalização de Sebá. Este resultado veio penalizar a apatia verde e branca, que, apesar da desvantagem no marcador, não conseguiu mudar o rumo do jogo até ao intervalo. O futebol dos comandados de Marco Silva procurava sempre cruzamentos para a área, onde Yoann Tavares e Ruben Ferreira continuavam a neutralizar a ameaça de Montero, que só de livre directo assutou Pawel Kieszek.

Montero esteve sempre muito desapoiado durante a primeira parte da partida Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal
Montero esteve sempre muito desapoiado durante a primeira parte da partida
Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal

A segunda parte trouxe um Sporting com um maior pendor ofensivo, e que começou cedo a tentar reduzir a desvantagem. O avançado colombiano foi o primeiro a assustar a defesa canarinha, com um cabeceamento que passou perto do travessão da equipa da casa e foi, sem surpresa, que à passagem dos dez minutos da segunda parte a equipa de Alvalade empatou. Livre cobrado por Carrillo e Ewerton emenda um remate de Jonathan Silva.

Um empate que veio por justiça a um jogo em que o Estoril entrou na segunda parte muito mais amorfo que na primeira. Montero e Tanaka ainda estiveram muito perto da reviravolta no marcador, mas Kieszek opôs-se com duas excelentes defesas. Ultrapassada a hora de jogo, a intensidade do jogo voltou a decrescer, e o futebol jogado ressentiu-se. Fabiano Soares optou por tirar Kleber para apostar numa defesa com três centrais, contrariando os dois avançados do Sporting. Algo que acabou por surtir efeito, entrando a partir daí numa fase com muitos passes falhados, muitas bolas pelo ar e pouca capacidade de chegar com perigo a qualquer uma das balizas.

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O jogo acabou assim a um ritmo lento e disputado muito a meio campo, sem momentos de apuro em qualquer uma das balizas. O treinador visitante ainda tentou refrescar o ataque com a entrada de Diego Capel e André Martins, mas nenhum dos dois chegou a participar verdadeiramente no encontro.

A Figura:
André Carrillo
– O extremo peruano foi um dos poucos que conseguiram realizar um jogo sempre positivo, contrariando até o marasmo da primeira parte leonina. Mais um encontro que mostra que a renovação com “La Culebra” deve ser uma das prioridades da direcção leonina.

O Fora-de-Jogo:
Primeira parte do Sporting – Já começa a ser uma constante as primeiras partes aborrecidas e vazias de ideias por parte dos leões. Numa altura em que a Taça de Portugal é a principal aposta, os jogadores já devem ter a cabeça na final do Jamor, esquecendo-se de que nesta equipa todos os jogos são para ganhar.

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