Nota prévia: num país assolado por um vírus sobre o qual ainda muito se desconhece, com um povo à deriva muito devido à ineptidão de quem o governa, é no mínimo torpe e doentio que um responsável pela comunicação de um clube utilize um tema tão sensível e delicado como arma de arremesso para dizer uns disparates sobre o Sporting CP.

Como já é useiro e vezeiro, o Sporting CP viu-se novamente envolvido em polémica na véspera de um jogo decisivo, em concreto, a meia-final da Taça da Liga frente ao FC Porto. Devido à pressão inaceitável do clube nortenho no próprio dia do desafio, os Leões não puderam contar novamente com Sporar e Nuno Mendes, habituais titulares no onze leonino, mesmo após confirmação do laboratório responsável pela realização de testes de que ambos não estavam infectados com o novo coronavírus.

Será isto aceitável? Se um trabalhador que regista um “falso positivo”, ou cujo teste acusa um erro laboratorial, tem o direito de reingressar no seu local de trabalho, o mesmo não deveria acontecer com um jogador de futebol?

No final do jogo, Frederico Varandas falou às câmaras e tinha mesmo de falar. Embora seja criticável o seu discurso, é importante realçar o ponto central das suas declarações: a conduta da UNILABS não foi normal e o Sporting CP foi o maior prejudicado de toda esta história.

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Será normal que um laboratório que assume perante Sporting CP que os jogadores visados não estão infectados pelo novo coronavírus e, depois, venha prestar declarações contraditórias a um jornal na sequência dos ataques ao Sporting CP por parte do responsável da comunicação portista?

Nos últimos dias foram amplamente divulgadas as estreitas ligações com os responsáveis máximos da UNILABS ao presidente da FPF e ao FC Porto, para além daquele laboratório ser parceiro do clube azul e branco há muitos anos.  Aliás, o próprio CEO da UNILABS é um confesso adepto do FC Porto.  Não esquecer, igualmente, que Tiago Pinto, ex-dirigente do SL Benfica, afirmou publicamente, antes de rumar para Roma, que “há clubes a esconder casos de COVID-19”, numa referência implícita ao FC Porto.

Tudo isto leva a questionar a idoneidade da UNILABS e o contrato que firmou com a Liga que lhe garante a exclusividade na realização de testes para a Liga. Mais. Perante a conduta prejudicial e inadmissível que teve para com o Sporting CP, esse contrato já deveria ter sido rescindido por parte da Liga!

Uma coisa é certa, o laboratório em causa está irremediavelmente descredibilizado e nada garante que o mesmo tenha acontecido em relação a jogadores de outros clubes.

Last but not least, a atitude do FC Porto na pessoa do seu responsável pela comunicação, Francisco Marques, foi desprezível (para não adjectivar com palavras mais grosseiras). O Sporting CP eliminou o FC Porto com todo o mérito, dando uma verdadeira “chapada de luva branca” ao referido funcionário do FC Porto. Até à hora do jogo, o Twitter desse funcionário portista registava uma actividade frenética repleta de pseudo-lições de moral e ódio ao Sporting CP, mas depois deixou de estar conectado à Internet. Na verdade, e fora de brincadeiras, as evidências que demonstram que o Sporting CP foi prejudicado pela UNILABS deitam por terra as acusações ridículas e gratuitas feitas por esse funcionário portista para tirar partido de um tema sério que está a arrasar o povo português.

Diz o povo que pela boca morre o peixe e Francisco Marques expôs uma vez mais a sua figura ao ridículo. O arauto do FC Porto provavelmente nem imaginaria que, se Sporar estivesse no banco, mais depressa entraria ele para o lugar de TT do que Jovane Cabral (!). Por esta hora, está mais do que visto que Francisco Marques é um caso de “falso positivo” de inteligência.

Caso tenha um pingo de dignidade, resta-lhe pedir desculpa pelas barbaridades e acusações que vociferou em biquinhos de pés contra o Sporting CP. Obviamente que não espero isso de um sujeito que não faz falta nenhuma ao futebol português e que contribui activamente para que este se torne numa pocilga ainda maior.

Ganhou como sempre fora das quatro linhas, mas, dentro do campo ,perdeu frente a uma equipa unida que nunca desiste.

Artigo revisto por Mariana Plácido

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