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Falsos ídolos podem destruir

Desde miúdos, e mesmo já crescidos, ouvimos ser-nos perguntado quais são os nossos ídolos, e quase sempre sai o nome de um jogador de futebol. E quando não sai, a pergunta seguinte é “e no futebol?”. É um reflexo da sociedade em que vivemos, obcecado com futebol, sendo o único escape que encontramos para o stress do dia a dia (no nosso caso, não passa de mais um provocador de stress que influencia relações pessoais, familiares e profissionais.). Vendo bem, não será bem um escape, mas onde reflectimos as nossas frustrações, e onde tentamos encontrar vitórias, e superioridade sobre outros, que não conseguimos na nossa vida pessoal e profissional.

Mas voltando à questão inicial, sempre gostei de futebol, e sempre gostei mais de uns jogadores do que outros, essencialmente pela forma de jogar, mas também pela personalidade que pensamos terem. Ora, como não lidamos diariamente com esses jogadores, pessoalmente e intimamente, só conhecemos o que eles tentam projectar para o exterior, conseguindo ou não, conforme o seu jeito para comunicar. Ou seja, nem sempre o que pensamos de um jogador reflecte exactamente o seu verdadeiro eu. E percebendo nós como são egoístas os futebolistas, não poderemos esperar que estes sejam um modelo de modéstia e valores, apesar de esperarmos que o sejam para as gerações mais novas.

Pedro Barbosa foi acusado de forçar o despedimento de Inácio
Fonte: sporting.filtro.pt

Ainda há poucos dias, um ex-jogador e treinador deu uma entrevista onde descrevia esse mesmo cenário. E vindo de alguém que conhece tão bem os bastidores do nosso futebol, por várias vertentes e de todas a barricadas, só me leva a acreditar nisso mesmo. Dizia ele que determinado jogador, que eu sempre considerei, como capitão que foi pelo nosso clube, apesar de deixar a desejar no que tocava a entrega, que a determinado momento tudo fez para que o treinador fosse despedido, em conluio com os dirigentes de então por não haver acordo em termos de contratações. Sabendo nós que, muitas vezes, os jogadores, não estando satisfeitos com o treinador, seja por razões válidas ou não, conseguem mesmo despedir um treinador, não acho descabido acreditar nesta versão. Temos vários exemplos a comprová-lo.

Assim, em vez de ir pela via mais fácil, um presidente, o que deve fazer é entrar no balneário e comunicar ao grupo, que o treinador será aquele, e quem não gostar não joga ou é encostado. Se querem ganhar, terá que ser com esse treinador. E Jorge jesus já passou por uma situação dessas no seu anterior clube, tendo sido segurado pelo presidente. O que se passou depois, todos sabem apesar de ter sido mau para nós (ainda está a ser, apesar de sabermos que não foi apenas pelo treinador).

Não pode ser apenas o treinador a conseguir segurar um balneário, porque ninguém consegue agradar a todos, e os jogadores todos querem jogar para serem vendidos por milhões. Tem que haver apoio da estrutura, e passar para o grupo, de forma a que não passe sequer pelas suas cabeças a possibilidade de poderem boicotar trabalho de quem os comanda.

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

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