É já neste domingo que o Sporting CP se deslocará até ao Estádio Municipal de Braga para enfrentar o SC Braga, em jogo que poderá decidir o rumo do campeonato. Em caso de derrota, os Leões poderão ver o FC Porto aproximar-se ainda mais. Se o líder sair da cidade dos arcebispos com a vitória, dificilmente perderá o título. Entramos, pois, no campo da subjetividade. São muitos os possíveis desfechos, algo que muitos sportinguistas não imaginariam há um mês atrás, mas o futebol é mesmo assim.

Naturalmente, o futebol nem sempre é feito de craques. Ainda não se sabe se o Sporting CP conseguirá conquistar o título de campeão nacional, e nem sempre as equipas campeãs são uma constelação de estrelas, pelo que Nuno Santos é um bom exemplo disso. Criticado à chegada pelo seu passado benfiquista, para além das lesões que sofreu ao longo da carreira, não é um craque, possui certas limitações, mas vem de uma escola diferente, que está habituada a ganhar.

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Nos jogos grandes, já provou que consegue fazer a diferença. Fez o gosto ao pé diante do FC Porto, em Guimarães, no jogo complicadíssimo frente ao Nacional na Choupana ou na sempre difícil ida ao Bessa. São seis golos e cinco assistências nesta edição da Primeira Liga, que sobem para 7 tentos e 9 passes para golo respetivamente se contarmos todas as competições.

A quebra de rendimento do Sporting CP é em boa parte justificável pela juventude na equipa, no facto de grande parte da equipa não estar habituada a estas andanças e que pode lidar mal com a pressão. É nesses momentos que os mais experientes se destacam, como tem acontecido com Coates, que tem sido o jogador mais decisivo esta época, ou Adán, que também tem mostrado imensa segurança na baliza, apesar do erro no último jogo frente à BSAD.

Ora, os campeões são feitos não só de qualidade individual e tática, mas também de mentalidade campeã, de ‘’estofo’’. Em Alcochete, esse problema parece ser crónico, vendo pelos exemplos de Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva ou João Mário, que nunca conseguiram realmente triunfar de leão ao peito no que a campeonatos diz respeito. São normalmente jogadores de fora que têm de incuti-la, sendo estes portugueses ou até mesmo estrangeiros. É o caso do treinador, Rúben Amorim, que já foi campeão no rival, assim como Nuno Santos também foi, no mesmo clube, na malfadada época 2015/16.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Em suma, Nuno Santos traz ao jogo do Sporting CP uma mentalidade diferente, mais ambiciosa, um respeito maior por parte dos adversários, para além de soluções distintas de Tiago Tomás, que pela sua idade, tem apresentado algumas dificuldades, o que é natural. Em Braga, é fundamental que o número 11 dos leões comece de início, retomando o lugar que perdeu nos últimos meses, período em que esteve apagado em vários jogos, mas a realidade é que conseguiu manter bons números. E no fim não contará quem jogou melhor, mas os resultados.

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