sporting cp cabeçalho 1Uma semana depois de o Benfica ter perdido pontos em Setúbal, Sporting e FC Porto encontraram-se esta noite no Estádio do Dragão em jogo a contar para a 20.ª jornada da Liga NOS. Com a pressão de ambos os lados, devido à obrigatoriedade de terem de encurtar distâncias para o líder, o Sporting foi quem apresentou mais novidades no onze inicial, sobretudo a da estreia a titular de Matheus Pereira, que “obrigou” Bryan Ruiz a jogar nas costas de Bas Dost, relegando Alan Ruiz (que até estava a subir de forma) para o banco de suplentes. No meio-campo, o insubstituível capitão Adrien Silva viu João Palhinha fazer-lhe companhia, presença que já era esperada devido à ausência forçada de William Carvalho. Do lado do FC Porto, o treinador Nuno Espírito Santo optou por colocar o reforço Soares ao lado de André Silva na frente de ataque em detrimento do português Diogo Jota.

As equipas entraram em campo a tentar perceber o que cada uma tinha preparado para este jogo. Desde logo o jogo foi muito faltoso, algo que na realidade nunca deixou de ser, tal era a vontade das equipas de anularem o jogo uma da outra. Quando o jogo ainda estava numa fase precoce, Corona tirou dos seus pés o cruzamento milimétrico para a cabeça de Soares, que apareceu oportunamente nas costas dos defesas, depois de João Palhinha o colocar em jogo e não conseguir completar com eficácia a marcação ao avançado portista. O marcador estava inaugurado. A partir daí, o Sporting mostrou que era uma equipa perdida e sem ideias para empatar a partida. Nessa altura, a luta a meio-campo era ganha pelo FC Porto, que conseguiu retirar jogo a Adrien Silva e obrigou Rui Patrício a tentar muitas vezes – e todas sem sucesso – colocar a bola na frente em Bas Dost.

Pelas alas, o jogo do Sporting também não fluía, ora porque Gelson Martins era bem anulado por Alex Telles, ora porque Matheus Pereira voltou a não conseguir justificar a aposta do treinador leonino. Com tanta falta de ideias, o FC Porto não era avassalador mas conseguia com sucesso explorar as costas da defesa verde e branca e contra-atacar com eficácia. Por isso mesmo, foi sem surpresa que aos 40 minutos, depois de um tremendo passe de Danilo, Soares isolou-se, contornou Rui Patrício e bisou na partida. O FC Porto chegava ao intervalo com uma vantagem tranquila.

Na segunda parte, Jorge Jesus tirou Matheus Pereira e colocou Alan Ruiz em jogo. A partir daí, o Sporting tornou-se outra equipa. O argentino trouxe outra capacidade de pressão em zonas mais avançadas, o que permitiu que o Sporting começasse a ganhar bolas e a conseguir fazer o seu jogo. O motor do meio-campo começou a funcionar, Adrien conseguia finalmente pôr o seu cunho no jogo e João Palhinha acertou agulhas depois de uma primeira parte onde teve alguns erros que condicionaram a equipa. As alas começaram a funcionar, sobretudo pelos pés do menino Gelson Martins que começou a ganhar importância no jogo e a tornar-se uma dor de cabeça para a defesa portista. Por isso mesmo, foi sem surpresa que o Sporting começava a chegar à baliza de Casillas com algum perigo. Aos 50 minutos, Bryan Ruiz testou o guarda-redes espanhol com um cabeceamento que só foi defendido com segurança à segunda tentativa. Passado pouco mais de 5 minutos, Adrien Silva fez o aviso e enviou a bola ao poste da baliza portista. O Sporting começava a crescer e o golo estava cada vez mais perto, ele que chegou aos 60 minutos pelo potente pé esquerdo de Alan Ruiz, depois de cruzamento de Gelson e assistência de Bas Dost. O conjunto leonino continuava a sua saga atacante, quer em bolas corridas, quer em bolas paradas. Nuno Espírito Santo percebeu que tinha que mexer na equipa e fez entrar André André para o lugar de André Silva. O objetivo era claro e tornou-se ainda mais evidente quando Diogo Jota substituiu Brahimi. O FC Porto começava assim a conter a espaços o jogo do Sporting e a gerir a vantagem que apenas se tornou uma certeza no final do jogo. Antes disso, aos 92 minutos, Iker Casillas fez a defesa da noite ao tirar o empate ao Sporting depois de um cabeceamento de Coates.

O Sporting deu meia parte de vantagem ao FC Porto, algo que foi fatal para as aspirações ao título nacional. A obrigatoriedade de ganhar o jogo era evidente e, depois de falhado o último objetivo, está na hora de pensar na próxima época. Os verde e brancos ficam assim cada vez mais longe do primeiro lugar e os azuis e brancos por outro lado saltam para a liderança, ainda que à condição.

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Foto de Capa: Sporting CP