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No último clássico da temporada, o Sporting conseguiu vencer em casa de um dos seus maiores rivais e continua vivo na luta pelo Campeonato Nacional.

Os leões entravam em campo pressionados pela vitória dos rivais de Lisboa. Já o FC Porto tinha uma honra a ser defendida, após uma época cheia de precalços, casos e poucos momentos “à Porto”.

Jesus apresentava o seu onze habitual, já Peseiro voltava a remeter o talentoso Rúben Neves para o banco de suplentes, voltando Danilo a uma posição mais adiantada no terreno de jogo.

A partida no Dragão até começou de forma algo equilibrada, com Aboubakar e restante ataque portista a conseguirem travar o ímpeto dos jogadores do Sporting.

A primeira jogada de perigo para uma das balizas pertenceu mesmo à equipa de José Peseiro, com a bola a ir embater no poste da baliza de Rui Patrício, após um remate de Herrera. O calafrio acabou por despertar os jogadores leoninos, que partiram à procura do golo e do resultado que lhes permitisse continuar a sonhar com a conquista do título.

Aproveitando as dificuldades defensivas de José Ángel, os leões começaram a instalar-se no meio campo dos dragões, atacando muitas das vezes pelo lado direito.

Sem grande demora, o primeiro golo nasceu fruto de uma boa jogada individual de João Mário. Após fazer um túnel ao lateral esquerdo do FC Porto, o melhor jogador jovem da Liga assiste Islam Slimani para o primeiro golo da partida. Neste lance falharam também os centrais “azuis e brancos”, que permitiram que o avançado argelino batesse de forma fácil um desamparado Iker Casillas.

Slimani voltou a bater Casillas por duas vezes, tal como já tinha acontecido em Alvalade Fonte: Sporting CP
Slimani voltou a bater Casillas por duas vezes, tal como já tinha acontecido em Alvalade
Fonte: Sporting CP

Os portistas continuaram a ser uma equipa com poucas ideias para fazer um jogo organizado, tentando apostar em contra-ataques e no talento de Corona e Brahimi. Ainda assim, o capitão Herrera era quem mostrava mais vontade de anular a desvantagem, o que acabava por ser curto perante William e Adrien.

Sérgio Oliveira estava uns furos abaixo do seu colega e capitão, enquanto que do lado sportinguista, João Mário era o motor ofensivo da equipa. O número 17 dos leões conseguiu recriar o momento de magia do primeiro golo, mas desta vez Slimani não conseguiu bater Casillas.

Num lançamento longo do lado direito do ataque portista, a bola acaba por ir parar a Brahimi, o médio argelino passa por Coates mas acaba por cair – sem grande arte – na área do Sporting. Artur Soares Dias relutantemente assinala grande penalidade. Herrera assumiu a responsabilidade e não tremeu, empatando a partida no Estádio do Dragão.

O empate da equipa da casa intranquilizou a equipa de Jesus, que momentaneamente perderam o Norte e o controlo da partida para os dragões. Algo que mudou no último minuto da primeira parte, quando um brilhante cabeceamento de Slimani devolveu a vantagem e o sonho aos Sportinguistas.

A primeira parte terminou com a vantagem miníma do Sporting, e podemos dizer que foi bem disputada. A um maior domínio dos leões durante grande parte do jogo, o FC Porto respondeu com um jogo focado em contra-ataques rápidos e magia dos seus criativos. Slimani voltava a ser decisivo, assim como a qualidade de João Mário.

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