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FC Vizela 0-2 Sporting CP: Dobrar as dificuldades com Pote, com Bragança e com segurança

A CRÓNICA: VIZELA ENTROU MELHOR, MAS O SPORTING RAPIDAMENTE TOMOU CONTA DO JOGO E DO RESULTADO

FC Vizela e Sporting CP entravam na 18.ª jornada da Primeira Liga portuguesa à procura de uma vitória que seria importante para os objetivos de cada um. Se os vizelenses já tinham manifestado o objetivo de fazer uma segunda volta melhor do que a primeira, os leões pretendiam pressionar o líder FC Porto, que só jogava a seguir, e aumentar a vantagem para o SL Benfica, que empatara no dia anterior.

Entrada afirmativa da equipa da casa no jogo, a pressionar os centrais do Sporting na primeira fase de construção dos leões (Coates viu cartão amarelo cedo em resultado disso) e a criar perigo aos 7 minutos, por Francis Cann, depois de uma recuperação de bola de Álex Méndez (boa defesa de Adán). À semelhança do que tinham feito com o FC Porto, para a Taça de Portugal, o Vizela mostrava que, independentemente das ausências, a sua ideia de jogo mantinha-se.

Com o passar dos minutos, o Sporting foi subindo o bloco e foi percebendo as formas de incomodar os comportamentos defensivos do Vizela (nomeadamente com o recuo de Pedro Gonçalves ou Sarabia para a zona dos médios), chegando ao golo aos 28 minutos. Paulinho recuperou a bola em zonas altas, e depois, a complementaridade dos três avançados (que já se tinha visto, por exemplo, contra o Santa Clara) fez o resto. Participação de Sarabia na jogada e finalização de classe de Pedro Gonçalves, que voltou aos golos nove jogos depois.

Já sem conseguir controlar o meio-campo quando o Sporting tinha a bola, o Vizela viveu a sua pior fase na primeira parte e viria a sofrer o segundo golo antes do intervalo. Novamente pelo lado direito, Esgaio e Sarabia combinaram, Nuno Santos amorteceu para o remate de Daniel Bragança, que beneficiou de um desvio em Zag, tornando impossível a resposta do guarda-redes Pedro Silva. 0-2 ao intervalo e o Sporting tinha tudo na mão para voltar às vitórias no campeonato.

Álvaro Pacheco introduziu Cassiano para o início da segunda parte, retirando Francis Cann, notando-se uma postura mais agressiva em zonas adiantadas, mas não era por isso que o Sporting deixava de procurar a baliza adversária. Álex Méndez teve uma oportunidade para reduzir, mas o Sporting, em dez minutos, teve três boas ocasiões.

E era aqui que entravam as baixas do Vizela, que não tinha muitas soluções para mexer com o jogo (ainda entraram Raphael Guzzo, Nuno Moreira, mas o jogo não inclinou para a baliza de Adán). Do lado do Sporting, Rúben Amorim lançou Gonçalo Esteves, Ugarte, Tabata, Matheus Nunes e Tiago Tomás, mas também numa perspetiva de continuar a controlar um jogo que não fugiu ao controlo dos campeões nacionais (Gonçalo Inácio ainda teve um golo anulado por fora de jogo).

Contas finais (e tentando passar por cima das confusões que se geraram no fim entre elementos no campo, no banco e na bancada), o Vizela começa a segunda volta com a garantia de que vem para os jogos com a mesma ideia ambiciosa de sempre (mas que essa ideia tem fragilidades que podem ser exploradas), enquanto o Sporting se distancia do Benfica, iguala provisoriamente o FC Porto e quererá manter a consistência da primeira volta para lutar pelo título.

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Dentro de um jogo coletivo muito bem conseguido no Sporting, saltaram à vista os movimentos dos três da frente, que se entendem muito bem tendo em conta que Sarabia não chegou assim há tanto tempo. Dos três, foi o camisola 28 que se destacou na finalização, regressando aos golos e ficando perto de mais golos em outras ocasiões.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Ofori – É difícil encontrar destaques muito negativos do ponto de vista individual num jogo em que o coletivo do Vizela não teve respostas para o Sporting, assim que os leões estabilizaram. Francis Cann acaba por ser eleito por ter comprometido no lance do primeiro golo verde e branco e por não ter feito a diferença no trio da frente, sendo substituído ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Ainda com bastantes ausências, sobretudo devido à covid-19, Álvaro Pacheco já contou com alguns regressos, entre os quais Claudemir, que foi o médio mais defensivo de um trio de meio-campo (4x3x3). Os três da frente (Cann, Bondoso e Schettine) pressionavam os três centrais do Sporting quando estes tinham a bola atrás, com os médios (Claudemir, Zag e Álex Méndez) a tentarem impedir que a bola entrasse entre os médios e os defesas. A linha defensiva jogava num bloco médio-alto, a tentar controlar a profundidade dos avançados leoninos. Resultou nos primeiros dez minutos, mas, quando o Sporting percebeu por onde podia ganhar superioridade, o Vizela teve dificuldades e foi para o intervalo a perder por dois golos.

Com as já referidas ausências, e com o plano coletivo a não resultar, Álvaro Pacheco não tinha assim tantas opções para mexer com o jogo. Cassiano entrou para dar mais agressividade na pressão na frente, Raphael Guzzo veio a jogo para dar mais ideias no meio-campo (e para poupar Claudemir, que vinha de lesão).

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Silva (5)

Koffi (4)

Aidara (4)

Kiki Afonso (4)

Ofori (4)

Claudemir (4)

Zag (4)

Álex Méndez (5)

Francis Cann (3)

Kiko Bondoso (5)

Schettine (4)

SUBS UTILIZADOS

Cassiano (5)

Raphael Guzzo (4)

Nuno Moreira (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Daniel Bragança foi a principal novidade introduzida no 3x4x3 de Rúben Amorim, jogando ao lado de João Palhinha no meio-campo. De resto, o trio atacante foi aquele que costuma ser mais utilizado no campeonato, Esgaio manteve-se na ala direita, face à ausência de Pedro Porro, Nuno Santos fez a ala esquerda, e os centrais foram Gonçalo Inácio, Coates e Matheus Reis.

O Sporting passou por dificuldades nos dez minutos iniciais, face à pressão do Vizela, mas foi ganhando vantagem quando subiu o bloco, percebendo como podia ganhar espaço nos corredores laterais (Esgaio e Sarabia a ganharem vantagem sobre Ofori na direita, Nuno Santos, Pote e Matheus Reis, quando subia, a ganharem vantagem sobre Koffi). O recuo de Pedro Gonçalves ou Sarabia para a zona dos médios também facilitava a construção e foi por aí que os leões ganharam ascendente na primeira metade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Esgaio (5)

Gonçalo Inácio (5)

Coates (5)

Matheus Reis (6)

Nuno Santos (5)

Palhinha (6)

Daniel Bragança (6)

Sarabia (6)

Pedro Gonçalves (7)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Esteves (5)

Ugarte (5)

Tabata (5)

Matheus Nunes (-)

Tiago Tomás (-)

O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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