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Depois do empate no passado sábado, o Sporting via-se obrigado a ganhar para passar à próxima fase da Taça de Portugal. Para isso, Jorge Jesus, representado por Raúl José, não poupou esforços para este jogo. Houve cinco trocas no onze do Sporting: Beto entrou para o lugar de Rui Patrício, Jefferson substituiu Bruno César, Paulo Oliveira ocupou o lugar do castigado Rúben Semedo, André por Alan Ruiz e Bryan por Joel Campbell. Do lado do Chaves, a novidade foi Davidson, que entrou de início pelo lugar de Willian. O jogo não começou com tanta velocidade, talvez devido à proximidade com o anterior, mas não era por isso que as equipas mostravam menos vontade de se colocar em vantagem.

A primeira oportunidade perigosa pertence aos jogadores da casa, com Fábio Martins, que marcou um golo de encher o olho no ultimo confronto, a ter três momentos de destaque: o primeiro, em que aparece a rematar forte à baliza de Beto, com o guarda-redes leonino a defender para canto. Num segundo momento, o mesmo jogador sofre uma falta perto da grande área, e marca um livre que não passou longe da baliza leonina; por último, consegue receber dentro da grande área e novamente, através de um remate potente, faz um terceiro remate, com Beto a defender uma segunda vez e a segurar a bola para o ritmo de jogo acalmar.

O Sporting não conseguia construir jogo e, apesar de conseguir trocar a bola, a defesa do Chaves estava bastante segura, não deixando passar nenhum lance de perigo para perto da baliza de António Filipe. Os flavienses estavam por cima do jogo em vantagem, também muito motivados pela grande massa adepta que se deslocou ao estádio para ver o jogo frente aos leões.

A primeira grande oportunidade de golo do Sporting veio pelos pés de Gelson Martins, que, depois de ludibriar os seus companheiros e rematar forte à baliza do Chaves, com uma boa defesa de António Filipe para canto.  No entanto, o Chaves, com as suas linhas subidas, não deixava os leões chegar perto da baliza, sendo que as únicas oportunidades eram através de bolas paradas.

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Uma das jogadas mais importantes desta meia hora pertenceu novamente aos flavienses, com uma boa desmarcação por parte de Rafa Lopes, em que valeu o corte de Jefferson, que saiu lesionado desta jogada, num último momento, para evitar o pior para os leões.

Entretanto, os leõs conseguiram fazer mais aproximações à baliza flavienses, mas sem grande perigo. Estas eram feitas através do lado direito, por Gelson, que esteve sempre bem envolvido nos esquemas quer defensivos, quer atacantes.

O jogo chega ao intervalo com o Chaves a ter uma qualidade de jogo bem superior ao Sporting, apesar do equilíbrio estatístico. O Sporting sofreu ainda bastante com as lesões neste jogo porque, a juntar à substituição forçada de Jefferson, perdeu ainda, antes do intervalo, André, por lesão num joelho, o que levou à entrada de Joel Campell.

Fábio Martins esteve novamente em destaque na partida (Fonte: Twitter GD Chaves World)
Fábio Martins esteve novamente em destaque na partida (Fonte: Twitter GD Chaves World)

A segunda parte começou com um Sporting mais pressionante, e mais perigoso. A entrada de Joel Campbell veio dar mais velocidade ao ataque leonino, que deu sinal de vida através de um cabeceamento perigoso de Bas Dost.

A intensidade verificada no primeiro tempo manteve-se, mas com pólos opostos: desta vez, eram os leões a subir as suas linhas, a fazer a recuperação de bola ao meio campo e a deixar a sua defesa bastante consistente. O resultado foram menos preocupações para Beto, a anulação dos ataques flavienses eficazmente e um domínio notável da equipa verde e branca.

Na equipa do Chaves, era Davidson o mais requisitado nos ataques, até que aparece Braga. Depois de um pontapé de baliza mal batido por Coates (Beto foi assistido a uma dor na coxa), o jogador da equipa da casa aproveitou um adiantamento do guarda-redes leonino para rematar intencionalmente à baliza, o que obrigou a uma defesa espectacular e em esforço por parte do mesmo.

O jogo estava cada vez mais emotivo, com um Chaves em crescendo e um Sporting a tentar segurar o jogo a grande dificuldade. O desastre aconteceu aos 87 minutos, depois de uma falta cometida por Bruno César. O Chaves já tinha mostrado que era perigoso de bola parada e Ponck, com livre batido por Patrão, confirmou a teoria. O cabo-verdiano, depois de uma falha de marcação da defensiva leonina, encosta para o fundo das redes de Beto.

O jogo acabou por terminar com a vitória do Chaves, em casa, frente a um Sporting cada vez mais em crise, pobre e sem ideias para o resto da época. Aos flavienses, é de elogiar a entrega ao jogo, nunca dando uma bola como perdida. É de ressalvar a imagem ao final do jogo: um grupo de jogadores foi perto dos adeptos do Sporting- que estavam a mostrar o seu descontentamento de forma veemente- agradecer a deslocação ao estádio. Pôde-se ver ainda Adrien Silva a pedir desculpa aos mesmos pelo jogo apresentado.

Com isto, é oficial: o Sporting está em crise. Estará na hora de Jorge Jesus abandonar o comando dos leões?

O Chaves irá defrontar o vencedor do jogo entre o Sporting da Covilhã e o Vitória de Guimarães.

Foto de Capa: GD Chaves