Esta semana, uma das notícias em destaque foi a renovação de João Palhinha. O médio de 25 anos esteve com um pé fora de Alvalade, mas um volte face nas últimas movimentações do mercado permitiu a sua continuidade de leão ao peito. 

O seu vínculo ao clube já dura há quase oito anos, tendo chegado em janeiro de 2013, proveniente do Sacavenense. Desde que chegou ao plantel principal, nunca foi capaz de destacar-se. No seu percurso, conta com alguns empréstimos a clubes da Primeira Liga, o que lhe permitiu crescer e ganhar ritmo competitivo. 

As últimas duas épocas foram determinantes na evolução de João Palhinha. Esteve emprestado ao SC Braga desde 2018 e foi no clube do minhoto que ganhou lugar de destaque. Na última temporada, o médio foi um dos jogadores mais importantes, quer na equipa de Sá Pinto, quer na equipa de Rúben Amorim. Em dois anos, fez um total de 76 jogos e apontou 6 golos. 

Finalmente, João Palhinha renovou contrato com o Sporting CP até 2025 e vê a sua cláusula de rescisão ser aumentada para 60 milhões de euros. Pessoalmente, fico feliz que o jogador tenha esta oportunidade e considero que é merecida. Olhando para o plantel atual e as dificuldades no centro do terreno, era absurdo não aproveitar as qualidades do jogador.  

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Certamente, irá acrescentar mais qualidade no meio campo e imagino uma dupla com João Mário (com Pedro Gonçalves a jogar mais perto do avançado). A primeira qualidade que salta mais à vista é, seguramente, a sua estatura física e imponência. Nos últimos anos, desenvolveu muito a sua capacidade tática e isso será fulcral para equilibrar um meio campo tão instável como é o do Sporting CP de Rúben Amorim.

Um dos fatores negativos que mais se destaca na equipa verde e branca é a inferioridade no meio campo, principalmente quando esta não tem bola. Não existem sistemas perfeitos, mas existem sistemas ajustados e melhorados. 

O médio leonino tem, atualmente, 25 anos e este, ao que tudo indica, será o momento de afirmação. É agora ou nunca. Não quero ser injusto, mas não me conformo com o facto de Francisco Geraldes nunca se ter afirmado na equipa principal, por isso espero que não aconteça o mesmo com o João Palhinha. 

Face às dificuldades financeiras, a atual Direção tentou vender o jogador. Sendo já uma tendência, a capacidade de conseguir um bom negócio para o clube não tem sido nada fácil e fico feliz que não se tenha chegado a um acordo para a venda de João Palhinha. Se Doumbia teve direito a várias oportunidades, não há razão para não apostar neste jogador.  

O facto de se ter mantido o médio português poderá significar um dos melhores reforços do último mercado. Um dos erros que se tem cometido nos últimos anos é a contratação de jogadores com menos qualidade do que aqueles que já cá estão (aproveito para referenciar Gelson Dala que nunca teve uma oportunidade). 

É importante não fazer de João Palhinha um salvador, mas, quando a qualidade aumenta, as expectativas seguem o mesmo caminho. Desejo toda a sorte nesta nova etapa do médio leonino e que a sua sorte seja a sorte dos adeptos e sócios do Sporting Clube de Portugal.

P.S. – Interessante a reação de Palhinha a abraçar Frederico Varandas. 

Artigo revisto por Mariana Plácido