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Sempre fui a adepta que dava um olhinho a todas as modalidades e que gostava de se manter a par dos resultados das diversas equipas do Sporting. Há cerca de seis anos, comecei a acompanhar a equipa de futsal com bastante regularidade. Foi a partir daí que percebi que as referências do mundo leonino estão espalhadas por todas as modalidades e que muitas delas sentem o clube da mesma forma que nós, adeptos.

Lembro-me do dia em que me desloquei ao pavilhão de Loures com a camisola vestida e o cachecol ao pescoço para apoiar pela primeira vez ao vivo a equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal. Já os tinha visto jogar pela televisão, mas ali tão perto a emoção vive-se de forma diferente. A partir daquele dia, o nome João Matos ficou na minha cabeça como o exemplo máximo daquilo que é ser sportinguista.

É incrível como o João sente o mesmo que os adeptos, como se fosse um deles. E na verdade, é. Na verdade, o segredo é sentir como nós sentimos. Não há explicação quando se vê um dos nossos deixar tudo em campo, como ele deixa, seja num jogo europeu ou num confronto com o último classificado da liga portuguesa. É fascinante e até contagiante a forma como o João festeja cada corte. Só isso, um corte. Nem falo dos festejos de golo ou das vitórias suadas, em que constantemente ergue e beija o símbolo que leva ao peito como se nos dissesse com os gestos e o olhar que podemos contar com ele até ao fim.

 

João Matos com os troféus conquistados pela equipa de futsal do Sporting CP na época 2015/16 Fonte: Facebook oficial de João Matos
João Matos com os troféus conquistados pela equipa de futsal do Sporting CP na época 2015/16
Fonte: Facebook oficial de João Matos

E até ao fim, devemos poder contar com os capitães. É por isso que de forma natural – e com a “reforma” do emblemático João Benedito – a braçadeira passou para o João Matos. Ele sempre esteve na lista de capitães, é certo, mas agora é-o de forma efetiva. É a primeira opção. E merece-o.

O pavilhão João Rocha está a meses de ser estreado. Este sonho antigo é um presente para todos os adeptos sim, mas ainda mais para jogadores como o João. Ele é daqueles que merece ter uma casa própria, onde toda a família sportinguista se possa reunir aos fins-de-semana para escrever a história. Ele dentro de campo e nós na bancada. Juntos. Tenho a certeza que o faremos.

A partir daquele dia, o primeiro ao vivo em Loures, voltei a cruzar-me muitas vezes com a equipa de futsal. No entanto, até hoje, ainda não consegui agradecer pessoalmente ao João tudo aquilo que ele faz pelo meu clube. Pelo nosso clube. Dentro e fora do campo. Em breve, espero que isso possa mudar. Até lá, aqui fica: obrigada por tudo, João.

Foto de capa: pt.uefa.com

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