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Há os que renunciam e os renunciados | Sporting CP

Muito se tem falado ultimamente de jogadores que renunciam à Seleção Nacional e as razões que os levam a isso. Ouvi de tudo um pouco, e como este assunto nunca é claro, nem tem de ser quando se trata de questões pessoais e/ou familiares, dá amplitude para se poder especular, chegando mesmo a serem sugeridas questões menos “legais”. Questões que também foram levantadas por algumas dispensas de última hora.

Felizmente, quanto a esse assunto, os sportinguistas e os jogadores de Alvalade não têm de se preocupar, porque ao não serem selecionados não precisam “arranjar” desculpas para não representar a equipa de todos nós (ou quase todos), e muito menos há a preocupação de os dispensar (ainda que a não convocação possa ser encarada como uma dispensa). A verdade é que, para os jogadores leoninos, não é preciso arranjar desculpa. São do Sporting, ponto.

Por muito que pareça contraditório, até porque a “espinha dorsal” ainda continua a ter origem na formação de Alcochete (não toda, mas a maioria das vértebras), a mensagem que é passada é de que, se jogas na equipa do Sporting muito serás dificilmente convocado. E até o poderás ser, mas apenas em último recurso.

Mas se assim é, como é que ainda há tantos jogadores na seleção nacional com origem em Alcochete, perguntam vocês? Fácil. Tiveram que sair de Alvalade para serem presença assídua no centro de estágios do Jamor.

Sporting CP Primeira Liga Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

E a questão de fundo é mesmo esta. O Sporting não tem jogadores convocados para a selecção principal e sub21 porque temos de transferir os melhores para ligas mais fortes financeiramente, ainda que o nosso presidente esporadicamente diga que já não temos necessidade de vender. Dito isto, se o Sporting conseguisse manter todos os seus jogadores, hoje seria o clube mais representado na convocatória do Selecionador, fossem eles representados ou não pelo superagente.

É verdade que temos jogadores no actual plantel que têm qualidade para estarem incluídos no lote dos melhores 23 ou 26, mas como há outros que estão num melhor momento, ou pelo menos o seu clube está a atravessar uma melhor fase, recai então a escolha por esses.

Mas perguntam vocês: “Mas o engenheiro não costuma convocar por se estar numa melhor ou pior fase. Ele gosta de manter o seu grupo, o seu núcleo duro, independentemente da performance.” Ao que eu respondo: “Pois”. Mas de certeza que haverá uma explicação lógica para isso, que nunca é dada, e por isso podemos estar aqui a especular (ou talvez não seja especulação). Eu diria que a razão que dariam, caso tivessem coragem para isso, seria: “Atão… São do Sporting.”, ou então, uma mais bordada e embelezada: “São opções técnico-tácticas. O nosso estilo de jogo pede jogadores mais altos (ou mais baixos), mais rápidos (ou mais lentos), de transição (ou posse). Depois depende do momento”.

Vejam bem, isto é fácil de explicar até mesmo pelos equipamentos da equipa das quinas. A aversão ao verde é tão grande que quase o conseguiram expulsar da paleta de cores que decoravam as vestes dos atletas que representam a equipa de Portugal.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mas, felizmente, há sinais de mudança a surgir, o que me leva a acreditar que o Sporting vai voltar a ser mais representado na selecção nacional, senão olhem para a quantidade de verde que, de repente, surge no novo equipamento? Foi um alívio. É que por este andar eu receava que até da bandeira nacional fossem renunciar ao verde. Retrocedemos a tempo. Quem sabe ainda haja salvação. Quem sabe se a expansão do verde virá ainda a tempo de ajudar o equipa de todos nós a fazer boa figura no mundial. O Engenheiro parece confiante.

Será que, com mais um pouco de verde na equipa titular (falo de jogadores com formação no Sporting, já que os que ainda estão em Alvalade não podiam), não teríamos conseguido passar o grupo da liga das nações?

Senhor Engenheiro, a sua aversão ao verde ainda o vai deixar em trabalhos, e ainda assim anda a apoiar-se em “ramos” verdes. É incoerência ou apenas não gosta de alguns tons de verde? Reflita, pondere, que ainda vai a tempo.

 

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

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