Jovane Cabral tem sido importante em momentos chave do Sporting CP ao longo da época, nomeadamente na final four da Taça da Liga, mas também nas últimas jornadas onde acaba por ser uma peça importante para manter o Sporting CP bem vivo na luta pelo tão desejado título, com um golo diante do Belenenses SAD e uma bela performance diante do CD Nacional.

Fator de relevo é o facto do extremo de 22 anos em 25 jogos para todas as competições, somar apenas 765 minutos e somar maior parte dos seus minutos como suplente utilizado. No campeonato português conta com 21 jogos e uma média de 27 minutos por jogo, onde soma cinco golos e duas assistências.

Anúncio Publicitário

A verdade é que quando salta do banco consegue ter um impacto tremendo – os últimos sete golos que marca em seis foi como suplente utilizado – algo ainda não justificado quando Jovane é chamado à titularidade, apesar de ser o segundo melhor marcador do Sporting CP atrás de Pote, sendo o terceiro jogador dos leões com maior influência nos golos no campeonato português.

No ano passado após a paragem COVID-19 e a consequente retoma dos jogos, acabaram por salientar as melhores capacidades do cabo verdiano, numa altura em que os índices físicos de cada equipa ainda não eram os melhores.

Jovane Cabral sinalizou, de grande penalidade, o golo do empate diante do Belenenses SAD
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sempre fui critico em relação à capacidade de decisão de Jovane Cabral, mas a verdade é que o jovem consegue transformar a sua inconsistência em boas exibições e demonstrar melhorias em vários aspetos do jogo, tornando-se numa das melhores surpresas e num jogador importante para Rúben Amorim.

Considero que não existe mais nenhum jogador no plantel com as características de Jovane e acredito que também foi vitima e andou mais distante da equipa precisamente na fase em que o Sporting CP alterou um pouco as suas dinâmicas com Paulinho, Pote, Bragança e João Mário todos em campo a procurar um jogo mais posicional e um maior controlo e capacidade com bola.

A sua potência, as constantes mudanças de velocidade, a sua aceleração, com uma capacidade de remate – forte e colocado – aliadas a uma boa capacidade de drible e agilidade tornam-no numa peça irreverente e diferenciada. Iniciou a época até como falso nove, mas é no corredor esquerdo que o vejo a render mais, sobretudo porque beneficia as suas diagonais verticais de fora para dentro, facilitando o seu jogo, potenciando as suas melhores características e onde acaba por estar mais vezes de frente para a baliza onde pode finalizar mais facilmente.

Ainda pode melhorar, é certo, mas não há dúvidas de que evoluiu e que pode ser uma peça com mais minutos de jogo e colocar o Sporting CP sempre mais perto de vencer por aquilo que consegue oferecer e impor no jogo.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome