Os recentes “casos” que têm assolado o Reino do Leão têm esgotado a capacidade de se realizar um escrutínio desportivo à equipa dos Leões na temporada que terminou. É como se, por estes tempos sombrios do Futebol e Desporto Nacionais, as declarações polémicas de Bruno de Carvalho, os seus posts no Facebook, as agressões aos jogadores na Academia entre outros episódios desta novela sem precedentes levassem a que aquilo que aconteceu dentro das quatro linhas seja arredado para segundo plano.

Se sucumbirmos à celeuma mediática em torno do Sporting e da sua equipa de Futebol e analisarmos o desempenho desportivo da equipa ao longo da época chegamos rapidamente a uma conclusão: o Sporting “escorregou” no campeonato sobretudo nos jogos fora de Alvalade. Foi isso mesmo que o jornalista Ricardo Granada do Jornal Record chama a atenção no seu texto do dia catorze de maio chamando-lhe um “Leão sem sangue frio” que claudicou nos momentos-chave da época. Pode ler-se nessa publicação do diário desportivo: “Fundamentalmente, a irregularidade dos leões nas deslocações provou ser fatal e comprometeu o objetivo declarado pelo título nacional”. Vejamos mais ao pormenor: derrota fora de portas na vigésima jornada contra o Estoril por duas bolas a uma; na vigésima quinta no Dragão frente ao FC Porto também por duas bolas a uma; na vigésima oitava no terreno do Sporting de Braga por uma bola a zero e, finalmente, na última jornada no Funchal contra o Marítimo por duas bolas a uma.

A equipa de Jorge Jesus escorregou bastante fora de casa comprometendo, por várias vezes, o “assalto” à liderança do campeonato
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Tendo em conta que os outros dois rivais – FC Porto e Benfica – escorregaram durante grande parte da época, o Sporting não foi capaz de tomar de assalto o primeiro lugar do campeonato nos momentos decisivos. E para isso muito contribuiu um Leão com rugidos muito parcos e tímidos nos jogos fora de Alvalade. Mas isso em nada se deveu à falange de apoio dos adeptos leoninos pois esses, independentemente de tudo, são os melhores do Mundo. Exceto aqueles encapuzados que fizeram as maiores atrocidades ao clube. Mas esses não são adeptos, muito menos sportinguistas. São criminosos e serão certamente julgados pelo mal que fizeram ao clube, ao desporto e ao futebol nacional.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

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O Simão é psicólogo de profissão mas isso para aqui não importa nada. O que interessa é que vibra com as vitórias do Sporting Clube de Portugal e sofre perante as derrotas do seu clube. É um Sportinguista do Norte, mais concretamente da Maia, terra que o viu nascer e na qual habita. Considera que os clubes desportivos não estão nos estádios nem nos pavilhões, mas no palpitar frenético do coração dos adeptos e sócios.                                                                                                                                                 O Simão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.