Em 1966 nascia o búlgaro Krassimir Genchev Balakov, um jogador que representou apenas três clubes. Iniciou a sua carreira futebolística em 1982 num clube do seu país, o FC Etar. Em 1990 viajou para Portugal, para assinar pelo clube que mais visibilidade lhe deu, o Sporting CP, tendo estado ao serviço dos leões durante cinco temporadas.

Durante as cinco temporadas que envergou a listada verde e branca, Balakov realizou 138 partidas e fez balançar as redes adversárias por 43 vezes. Não sendo um jogador que ocupasse as posições mais avançadas no terreno, os seus números mostram a sua capacidade para chegar a terrenos mais ofensivos.

O número “10” era e continua a ser um jogador fundamental sobretudo nas manobras ofensivas, uma posição que exige aos seus “ocupantes” um nível técnico e magia que poucos possuem. Normalmente o número “10” na camisola também é uma das principais figuras da equipa, sendo normalmente um jogador que ocupa terrenos mais ofensivos. Agora vamos imaginar estes dois cenários, estes dois sentidos para a questão do número “10”, num jogador só. Pois bem, conseguem imaginar?! A quem não conseguiu ou teve algumas dificuldades, recomendo que (re)vejam vídeos deste búlgaro.

O médio criativo, dotado de um pé esquerdo que ainda hoje deixa saudades no universo leonino, deixa um cardápio de golos para todos os gostos (pé esquerdo, pé direito, cabeça). Mas quero destacar um, um dos melhores da história do Sporting, num jogo contra o Vitória FC, o esquerdino numa jogada individual, parte do meio campo com a bola nos pés e só termina no fundo das redes, tendo sido mesmo o pé não dominante que “empurrou” a bola para as redes da baliza sadina.

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Quebra-cabeças para os adversários
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Na sua etapa em Portugal teve como colegas de equipa Luís Figo, Paulo Sousa, Jorge Cadete, Iordanov entre muitos outros. Em 1995 fez a sua despedida com a verde e branca antes de rumar ao Estugarda. No último jogo de leão ao peito, acabou por conquistar a sua única competição em Portugal, numa vitória por 2-0 sobre o Marítimo na final da Taça de Portugal.

Ao longo da sua carreira, foi ainda internacional búlgaro em 92 jogos, nos quais faturou por dezasseis vezes.  Esteve presente na equipa que fez história no Mundial de 1994 nos Estados Unidos, ao chegar às meias-finais da competição.

Em 2003 “pendurou” as chuteiras e passados três anos iniciou a sua carreira como treinador no Grasshoppers Club da Suíça, passando ainda pelo campeonato croata, búlgaro e alemão.

Um jogador que ficou e para sempre ficará na história dos leões!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal