Rui Jordão foi um dos maiores goleadores do futebol português, quer na seleção, quer no Sporting Clube de Portugal. Esteve ao serviço dos leões durante nove épocas, período em que constituiu com Manuel Fernandes uma dupla temível para os adversários.

Jordão nasceu em Angola e rumou a Portugal, para jogar futebol no Benfica onde permaneceu durante seis épocas. Na temporada seguinte, 1976/1977, viveu a sua primeira aventura no estrangeiro, fez ao serviço do Saragoça, 33 jogos e marcou catorze golos. Vestiu de verde e branco entre os anos 1979 e 1987, sendo uma figura determinante no futebol leonino. Pelo meio, esteve ainda por empréstimo ao serviço do Jacksonville Tea Men, equipa dos EUA. Viria a terminar a sua carreira no Vitória de Setúbal, em duas épocas disputou 61 jogos e marcou doze golos, retirando-se aos 36 anos.

Jordão, conhecido por “Gazela de Benguela”, entrou pela primeira vez pela “Porta 10A” na época 77/78. Em Alvalade, Jordão fez sorrir os sportinguistas, durante nove anos de leão ao peito, onde realizou 282 partidas e marcou 184 golos. Neste longo período, ficou na história do futebol leonino e conquistou dois campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal e uma Supertaça. O goleador leonino venceu ainda, em termos individuais, o título de melhor marcador do campeonato português, com 31 golos, na época 1979/1980, sendo campeão nacional sob a liderança de Fernando Mendes. Na temporada 1981/1982, viria a conquistar mais um título nacional, com uma tripla de ataque letal, com António Oliveira e Manuel Fernandes, orientados pelo inglês Malcolm Allison.

Jordão fez parte de uma mais brilhantes campanhas de Portugal em Europeus
Fonte: Federação Portuguesa de Futebol

A “Gazela de Benguela” notabilizou-se ainda ao serviço da seleção portuguesa, tendo sido internacional por 43 ocasiões e marcando quinze golos. Com a camisola das quinas, viveu o Euro’84, onde Portugal chegou à meia-final caindo aos pés da seleção anfitriã e vencedora, a França. Nesse jogo disputado em Marselha, Jordão foi determinante marcando os dois golos de Portugal, caindo com golo de ouro no prolongamento.

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Para sempre na memória dos sportinguistas e dos adeptos portugueses, ficarão sempre os golos, os dribles, a qualidade técnica, o faro de golo, o oportunismo dentro das áreas adversárias. Além das suas qualidades perdurará sempre a memória dos títulos para os quais, deu um contributo determinante para essas conquistas. Um craque, uma lenda com 546 jogos oficiais e 304 golos!

Foto de Capa: Forum SCP

Artigo revisto por: Jorge Neves

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