Devo antes de mais deixar-vos a mensagem de que este artigo é escrito sobre um desapontamento que há muito não sentia… Quem é do Sporting Clube de Portugal, sabe bem que temos de travar uma guerra contra uma espécie de tendência (vou chamar-lhe assim) que nos últimos anos se instalou no nosso futebol, tem plena noção de que não combatemos com armas iguais e que quando não executamos a nossa parte com sucesso, complicamos uma tarefa que só por si é complicadíssima.

Partimos desta forma, para o jogo que irá decidir a nossa participação na Liga dos Campeões 2016/2017, imbuídos num espírito que havia há muito deixado Alvalade. Uma aura de desconfiança e descrença pela nossa equipa e por quem guia os seus destinos.

Pedem-nos que acreditemos, mas entendam que neste momento a dificuldade em fazê-lo é imensa! Temos todas as nossas esperanças depositadas nesta equipa, propusemo-nos a nós mesmos que não deixaríamos o nosso velho rival atingir algo inédito na sua história e fizemos a nossa parte. Enchemos Alvalade, seguimos a equipa para todo o lado e cantámos até que a voz nos doesse. Mas não recebemos por parte da equipa aquilo que merecemos, não saboreamos uma vitória para a Liga desde 23 de Setembro e nestas cinco semanas, apenas ganhámos ao débil Famalicão num jogo a contar para a Taça de Portugal.

Os adeptos leoninos sabem o que querem e cumprem com a sua parte Fonte: Sporting CP
Os adeptos leoninos sabem o que querem e cumprem com a sua parte
Fonte: Sporting CP

Deveria basear este artigo numa antevisão ao jogo de Dortmund que se realizará na quarta-feira, mas tenho de deixar sair a minha frustração e explicar o que sinto em relação ao clube que amo, do fundo da minha alma e do meu ser. Tenho que dizer que, para mim, a maioria dos jogadores do plantel não entende o que é o Sporting para nós e o que está em jogo. Dos jogadores (de campo) disponíveis, ninguém está a interiorizar a mensagem e a forma como devem atacar as suas partidas! E sim, estou a incluir William Carvalho neste grupo, parece-me que as declarações que proferiu após o jogo com o Nacional da Madeira demonstram que não está imbuído do espírito de “vitória a qualquer custo”. Não duvido que seja sportinguista, mas acredito que olhe para o seu papel de actual capitão, apenas como mais uma tarefa da sua profissão e que se não der, não dá…

Adrien marca essa diferença! O verdadeiro capitão do Sporting Clube de Portugal, demonstra com a sua atitude em campo (e mesmo depois da sua eventual saída), que entende o nosso sentimento e desejo de vitória! Luta com todas as suas forças e empresta uma qualidade ao nosso meio-campo que neste momento mais nenhum jogador do plantel consegue igualar!

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