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A presente época desportiva 2017/18, é, sem dúvida, a última oportunidade para o Treinador Jorge Jesus, um dos melhores técnicos que passou pelo banco do Sporting Clube de Portugal na sua vasta história centenária, de vencer o campeonato português, a competição que foge do palmarés do clube de Alvalade desde 2001/2002.

O Sporting Clube de Portugal partiu para esta época com um dos melhores plantéis da Liga e atrevo-me a considerar este plantel como um dos melhores da última década, um plantel recheado com jogadores de extrema qualidade e com muito talento para cada posição do esquema tático de Jorge Jesus, com uma mistura única entre a experiência de jogo e a irreverência da juventude que veste o leão ao peito. De todas as caras novas contratadas para a presente temporada, que começou a ser desenhada em meados de janeiro com a contratação do André Pinto a custo zero, existe um que chamou a minha atenção e de muitos sportinguistas: Bruno Miguel Borges Fernandes.

Bruno Fernandes assinou dois golos importantes no jogo de Guimarães Fonte: Sporting CP
Bruno Fernandes assinou dois golos importantes no jogo de Guimarães
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O Sporting Clube de Portugal, num negócio relâmpago, concretizou esta transferência pagando uma módica quantia de 8,5 milhões de euros, valores outrora absolutamente proibitivos para os cofres de Alvalade, à Sampdoria pelo capitão da seleção portuguesa sub-21, um jovem jogador de 22 anos com mais de uma centena de jogos na Serie A, um absoluto prodígio boavisteiro que escapou com dezoito anos para o modesto Novara, em Itália. De regresso ao futebol português, após cinco anos a perfumar os estádios italianos com o seu talento, qual seria o seu papel no esquema de Jorge Jesus? Jogaria no lugar de Adrien, que se preparava para rumar à Premier League? Jogaria no apoio a Bas Dost? Seria adaptado a terrenos interiores?

A dúvida dissipou-se logo no segundo jogo do campeonato onde Bruno Fernandes mostrou a Jorge Jesus e a todos as pessoas que viram o jogo do Sporting contra o Vitória de Guimarães, num campo sempre difícil para os seus adversários, como desbloquear uma partida que acabara de começar: rematar a trinta metros da baliza e abrir o marcador ao minuto três. Parece simples? Bruno Fernandes é, sem margem de dúvida, um “maestro” do futebol ofensivo da equipa, um médio ofensivo-centro com uma função de construtor de jogo avançado, não só no apoio e distribuição da bola pelas alas mas também na função de finalizador oportuno no uso do seu forte remate em situações frontais com a baliza. É a posição que assenta como uma luva nas suas caraterísticas técnicas, é um tipo de jogador muito evoluído taticamente para a sua tenra idade e com uma visão de jogo muito apurada, criando muitas oportunidades de golo para os seus companheiros de balneário, como mostrou no início da temporada, tendo melhorado e muito!, a sua resistência na procura de jogo e na pressão no portador da bola, trabalhando para a equipa com um único objetivo: vencer. Motiva a equipa, carrega o meio-campo às
costas, joga limpo e faz a bola rodar com qualidade. Muita qualidade.

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