Liga Europa: pobres já só são as receitas

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Atente-se à lista abaixo:

FC Porto, Manchester United, Liverpool, Valência, Galatasaray, Sevilha, Borussia de Dortmund, Marselha, Fiorentina, Anderlecht, Villareal, Nápoles, Olympiakos, Bayer Leverkusen.

Podia ser a descrição do conteúdo de um “pote” para o sorteio de uma qualquer fase da Liga dos Campeões mas é afinal parte de uma extensa lista de clubes apurados para a fase a eliminar da Liga Europa, alguns dos quais (veremos mais adiante quais) poderão ser o futuro adversário do Sporting.

Com a descida de alguns tubarões da Liga dos Campeões a proporcionar o reencontro com clubes que já haviam estado nas primeiras fases de apuramento da competição principal, esta fase da Liga Europa é cada vez menos uma mini-Champions. Há já um par de épocas que o nível competitivo das fases finais é elevado, sendo apenas pobre nos prémios pagos pela UEFA e na atenção que os média lhe dedicam.

Agora que o apuramento foi conseguido, e com a lista de clubes que continuam na competição já disponível, é o momento de avaliar a real importância da presença para um clube como o Sporting. Ora, a resposta para mim é clara e rápida: a nossa presença não é só necessária como imprescindível. E, preferencialmente, que ela se prolongue na competição o maior tempo possível.

Super Sli é uma das melhores armas leoninas para esta competição Fonte: Sporting
Super Sli é uma das melhores armas leoninas para esta competição
Fonte: Sporting

Para o justificar nunca é demais lembrar a responsabilidade de fazer do “Sporting um clube tão grande como os maiores da Europa”. Neste momento tal pode não passar de uma imagem longínqua, atendendo ao desequilíbrio cada vez maior entre os clubes mais ricos (os dois gigantes espanhóis, os ingleses, Paris St. Germain e um par de clubes alemães) e os outros, nos quais nos incluímos. Mas sem o sonho e a ambição a realidade actual não será transformada.

Depois há que ter em conta o contexto das competições nacionais. Ninguém negará que ganhar o campeonato é objectivo primordial, o objecto de desejo. Mas, embora reconhecendo a dificuldade que a conquista acarreta, grande parte dos jogos são muito pobres em emoção e espectáculo, reduzindo-se muitos deles a saber se e a que horas se desmontam os “autocarros” adversários. A excepção está em meia-dúzia de jogos, em particular os clássicos, dérbis e uns quantos que se conseguem libertar de um guião repetitivo. Os adeptos dos clubes, e do Sporting em particular, apreciam sobremaneira os jogos e os ambientes efervescentes dos grandes jogos europeus.

Há que não esquecer também a importância que as competições internacionais de clubes têm para a economia deles, quer na valorização das receitas obtidas de forma directa, como a publicidade, as transmissões, a bilhética, etc, quer no potencial de valorização de outras indirectas, como a valorização dos passes dos jogadores. A visibilidade do campeonato português, embora hoje bem maior, é ainda muito reduzida, como frequentemente se pode constatar.

Não esquecer também o valor que os jogadores atribuem aos jogos europeus. Não só pela legítima ambição de aceder a melhores contratos como pela não menos importante ambição de jogar com os melhores da sua profissão. Quantas vezes não ganhamos (ou perdemos…) a corrida por um jogador a outro clube porque nós jogamos habitualmente nas competições europeias?

Para terminar, fica a lista dos adversários possíveis, a sair de um grupo extenso. Destes, registe-se a excepção dos portugueses e dos russos do Lokomotiv, por termos partilhado o grupo de qualificação.

FC Porto
Olympiakos
Bayer Leverkusen
Manchester United
Molde
Liverpool
FC Krasnodar
Nápoles
Rapid Viena
Sp. Braga
Lazio
Lokomotiv Moscovo
Basileia
Tottenham
Schalke 04
Athletic Bilbao

Se me fosse pedido para escolher um nome forte que impreterivelmente nos teria que calhar em sorte, a minha escolha recairia no Manchester United. Não que ache fácil eliminá-lo, mas vejo-o como perfeitamente possível, desde que não sejam cometidos os erros de ontem.

Não queria de todo o Tottenham, porque está a jogar muito e a ser muito bem orientado, os alemães, pelo nosso habitual destino com eles, joguemos muito ou pouco, e o mesmo se aplicará aos italianos. Os espanhóis também me parecem indesejáveis, quanto mais não seja pelo poder tantas vezes diferenciador de Angel Vilar. E talvez o Krasnodar, porque nunca é bom viajar muito no inverno. Ficariam o Olympiakos, o Molde, Rapid Viena e Basileia.

Foto de Capa: Sporting CP

José Duarte
José Duarte
Adepto do Sporting Clube de Portugal e de desporto em geral, especialmente de futebol.                                                                                                                                                 O José não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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