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Quando eram precisos mais de três meses para merecer estar entre os melhores do futebol

Todos sabemos que o futebol passou a ser uma máquina de circulação de dinheiro, que sobrevive dos negócios astronómicos, muitas vezes pouco claros. É um dos negócios (sim, espetáculo para diversão da sociedade é fachada) que mais especulação gera com a ajuda da publicidade que os média ajudam a promover.

Hoje, qualquer jogador que jogue meia dúzia de jogos em determinados clubes é imediatamente apelidado da nova coqueluche das arábias, o novo menino de ouro, ou mesmo o novo bola de ouro (aqui é mais uma questão de ler astros).

Qualquer jogo de futebol durante a pré-epoca gera capas de jornais, aberturas de programas informativos, notas de rodapé insistentes de “ALERTA” (vocês não sabem, mas aquela informação a passar-vos à frente dos olhos incessantemente cria uma “verdade fabricada” no vosso subconsciente sem se aperceberem). Depois há o facto de determinados países futebolisticamente mais poderosos exigirem que os jogadores estrangeiros a ser contratados pelos seus clubes tenham um mínimo de internacionalizações, pelo que se entende a urgência em que determinados jogadores sejam chamados a representar os seus países.

É compreensível que os clubes portugueses, que vivem das receitas extraordinárias das vendas dos direitos desportivos dos jogadores, queiram e tentem extrapolar com os valores a receber. E se há algum lunático ou “rico” que não saiba muito bem onde colocar o seu novo dinheiro, não vão ser os clubes a dizer que não aceitam. Aí deveriam ser os governos e organizações desportivas a criar “balizas”, criar regras, mas depois isso iria criar o problema de não se conseguir tirar “proveitos” de determinadas situações, e isso ninguém quer. Era o que mais faltava.

Fernando Santos Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Os clubes fazem o seu papel, os investidores fazem o deles. Ficam a faltar as ligas, as federações, as UEFAS, as FIFAS (desculpem tive que parar de escrever esta frase com tamanha dor de barriga de tanto rir).

Todos já perceberam que toda esta conversa tem a ver com a convocatória do engenheiro para o Mundial de futebol, que nunca poderia ser consensual, como é normal numa sociedade em que cada um tem o seu gosto e opinião. Mas algumas semanas antes da mesma ser publicada, começaram a ouvir-se nas redes, nos meios de comunicação alguns nomes que poderiam ser cogitados ainda que fossem pouco prováveis, depois começaram a sair sondagens a insistir nesses mesmos nomes. Começou a parecer tão evidente que se confirmou.

Porque estas sondagens servem também para medir o pulso à opinião pública, e não estou a falar dos votos, o que seria bastante óbvio (não é que esteja a duvidar dos resultados apresentados. Se calhar estou.)

A verdade é que, por muito que se enviem “soldados” para as redes sociais e programas a tentar desmistificar e contrariar a teoria de que, quando se joga no Sporting se precisa sempre de mais tempo para mostrar que tem valor para representar a seleção, e muitas vezes têm mesmo que sair para serem chamados, há vários casos que a corroboram. E alguns casos são de jogadores que foram muito importantes e influentes.

São vários os casos, mas escolhi cinco por terem sido tão importantes e por isso estar demonstrado que talvez tivessem “alguma” qualidade. Para começar posso enunciar Ricardo Quaresma, a quem todos reconhecem a qualidade e importância que a sua passagem pela seleção deixou latente. O Mustang precisou fazer duas épocas no Sporting, com mais de 70 jogos disputados, para poderem olhar para ele e perceberem que talvez merecesse ser-lhe dada uma hipótese. Ou isso, ou porque, quando foi chamado já não estava no Sporting.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Outro caso de um jogador de futebol que precisou de vários meses de observação para se ter a certeza que podia acrescentar algo à equipa de todos nós foi João Moutinho. Só depois de uma época desportiva inteirinha com quase trinta jogos como titular é que se percebeu que não era sorte.

Nani, outro jogador com qualidade indiscutível, e que foi tão importante em muitas vitórias, precisou de aproximadamente quarenta jogo, o equivalente a uma temporada futebolística para convencer os “olheiros” da seleção.

E o que dizer de Rui Patrício que jogou três campeonatos e meio como titular, e quase cento e cinquenta jogos, na baliza leonina até alguém se lembrar que “este rapaz até pode dar jeito caso o jogo vá para penáltis” (já deviam estar a pensar no engenheiro para selecionador nacional).

Mas se nada disto vos convencer, até porque não é essa a minha intenção, poderia referir um rapaz que por acaso começou a sua caminhada futebolística no Sporting, mas já poucos se recordam ou querem esquecer. Estou a falar de Cristiano Ronaldo. O “mediano” jogador madeirense jogou mais de trinta jogos na sua primeira época como integrante na equipa principal do Sporting e teve que sair de Alvalade para o chamarem à Seleção.

Eu entendo que agora são outros tempos, a seleção antigamente tinha grandes jogadores e era difícil aos mais novos imporem-se. Ah, e não era o engenheiro a convocar. Por isso, se calhar, não dá para comparar. E não estou a dizer que antigamente estivesse mal. Acho é que hoje em dia não precisas mostrar muito para mereceres o que quer que seja, desde que sejas bem “vendido”.

E se o selecionador de futebol, por acaso, for ler isto, sabem o que vai dizer? “Oh, esqueçam lá, é só outro como o meu genro”. E temos de nos calar, por que face a uma explicação destas o que poderemos argumentar?

É calar e apoiar a seleção de “todos”.

 

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

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