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Matheus Nunes

Matheus Nunes: O pior timing de sempre de uma transferência

É oficial. Matheus Nunes deixou o Sporting para rumar ao Wolverhampton de Inglaterra. Os Wolves, de Bruno Lage, acabam de fazer a maior transferência do clube e levam o internacional português a troco de 45 milhões de euros, mais outros cinco mediante objetivos.

A verdade é que, sejamos sinceros, a saída de Matheus Nunes já era de esperar, mas não por agora. Nunca julguei que as contas do clube estivessem mal de tal maneira que o internacional português tivesse de sair já neste mercado de transferências.

A saída no mercado de inverno era mais do que certa. Pela evolução que o jogador demonstrou nestes últimos anos, era quase impossível assegurar Matheus por mais meia temporada.

No entanto, terá sido esta a melhor altura para realizar a transferência? Com um clássico à porta? A faltar duas semanas para fechar o mercado? Temos tempo para encontrar um substituto à altura?

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4 títulos e mais de 100 jogos de leão ao peito. Obrigado, Campeão! 🦁 #ObrigadoMatheus pic.twitter.com/TYFwLe0vla

— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) August 18, 2022

 

DO CLÁSSICO

Este é, sem sombra de dúvidas, o pior timing de sempre para acontecer esta transferência. Aconteceu tudo debaixo dos nossos narizes e agora estamos entre a espada e a parede, meio sem saber o que fazer, sem um jogador-chave para a deslocação ao Porto.

O Sporting ganha, ou melhor, ganhava outro andamento e tranquilidade com Matheus Nunes. Se com o SC Braga foi como foi, imagino como será na casa dos Dragões. Mesmo que o médio português tivesse de sair o mais rápido possível, porque não se esperou para depois do clássico?

Partimos agora, claramente, em desvantagem para a casa do Porto, numa partida onde, depois de empatar na Pedreira frente ao Braga, é necessário arrecadar um bom resultado.

DO SUBSTITUTO

Outro aspeto que demonstra que este não foi o melhor timing para a transferência de Matheus Nunes é o facto de não termos no plantel um substituto à altura.

Vimos partir Palhinha, mas temos Ugarte. Vemos agora partir Matheus Nunes, mas não temos Daniel Bragança, que, a meu ver, seria o eventual substituto do antigo número oito do Sporting. Contudo, Bragança teve o azar de se lesionar, de forma grave, no arranque da época e, por isso, estará de fora durante um longo tempo.

Será Morita a subir no terreno, promovendo Dário Essugo a substituto de Ugarte? Até podia acontecer, dado que Morita tem uma boa capacidade de avançar no campo, bem como uma forma interessante de decidir com os jogadores da frente. Agora dará as cavalgadas para a frente e para trás como Matheus dava? Terá a visão de jogo e o passe de Matheus? Terá a capacidade de remate e o espírito matador de Matheus? Não.

Fala-se em Mateus Fernandes, que pode ser o próximo Matheus Nunes, mas ainda é muito novo e, apesar de ter impressionado na pré-temporada, está muito longe daquilo que Nunes dava ao Sporting. Talvez com mais um ou dois anos possa estar nesse nível.

Mateus Fernandes
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

DO MERCADO

Já que não se encontra substituto em casa, lá temos de ir buscar fora. Porém existem apenas dois detalhes que devemos ter em conta.

O primeiro é que “já não há um euro para gastar” em transferências (pode ser que esta afirmação mude com a venda de Matheus Nunes). O segundo é que o mercado fecha em duas semanas.

Nesse intervalo de tempo, ou temos a maior sorte do mundo e descobrimos o próximo Matheus Nunes, ou damos um pouco mais por um jogador de maior calibre, podendo o clube ficar mal em termos financeiros novamente.

Tudo depende dos planos e do desespero que Rúben Amorim poderá ter e julgo que esse desespero chegará depois de ver a equipa jogar sem Matheus Nunes, ainda para mais num clássico. Oxalá esteja enganado.

Penso que estes três pontos explicam bem o meu ponto de vista e o porquê de achar que este foi um passo muito mal dado, para não chamar de suicídio, por parte do Sporting.

Resta-nos agradecer a Matheus Nunes, por tudo o que fez e pela forma como sentiu e vestiu a camisola do Sporting, e rezar para ver se o tiro me sai pela culatra e aconteça tudo da melhor forma.

 

 

 

O João Marques é natural da ilha Terceira. Desde cedo manifestou um gosto especial pelo desporto. Com o crescimento surgiu o gosto pela escrita e a vontade de transmitir informação. Decidiu juntar o útil ao agradável e acabou por aventurar-se pela FCSH – Nova Lisboa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação. Regressou à Terceira e encontra-se a estagiar no jornal local, o Diário Insular. Entra no projeto com grande vontade de escrever sobre o desporto rei e sobre o seu grande amor, a turma verde e branca.

O João Marques é natural da ilha Terceira. Desde cedo manifestou um gosto especial pelo desporto. Com o crescimento surgiu o gosto pela escrita e a vontade de transmitir informação. Decidiu juntar o útil ao agradável e acabou por aventurar-se pela FCSH – Nova Lisboa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação. Regressou à Terceira e encontra-se a estagiar no jornal local, o Diário Insular. Entra no projeto com grande vontade de escrever sobre o desporto rei e sobre o seu grande amor, a turma verde e branca.

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