Matheus Reis chegou a Alvalade no passado mercado de inverno proveniente da equipa do Rio Ave FC. Com valor de mercado (quase) a rondar os três milhões, o brasileiro ficou blindado com uma cláusula de rescisão de 45 milhões. Com formação na equipa do São Paulo, foi em Portugal que se destacou, fazendo sobretudo uma boa segunda temporada na formação vilacondense que fez despertar a atenção de vários clubes – tendo sido inclusive apontado a substituto de Alex Telles ou ainda associado aos gregos do Olympiakos.

Chega a Alvalade com 26 anos e, com tempo, de ainda se estabelecer como peça importante no clube verde e branco. O sistema de 3-4-3 não é de todo uma novidade para o jogador visto que foi utilizado – precisamente no Rio Ave – muitas vezes como ala esquerdo, mas também como central pelo mesmo lado. Esteve afastado dos relvados por problemas fora das quatro linhas – o último jogo realizado foi em 24 de setembro diante do Besiktas a contar para a Liga Europa – sendo esperado que vá surgindo esporadicamente na equipa de Amorim a fim de melhorar os índices físicos.

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A chegada de Matheus Reis pode ser analisada de várias formas:

  • Pela saída de Cristian Borja, que abre uma vaga na dupla função de ala/defesa esquerdo e também de central pela esquerda;
  • Pela performance de Nuno Mendes, que vai despertando a atenção de vários clubes e que poderá acabar por levar ao jovem português a abandonar Alvalade;
  • Pela idade de Antunes que, apesar de ser um jogador útil, não será uma aposta nem a curto nem (sobretudo) a longo prazo.
O brasileiro chegou em janeiro a Alvalade e entra no lote de opções de Rúben Amorim
Fonte: Rio Ave FC

O brasileiro é um jogador bastante corpulento e atlético, possuindo uma passada larga, conseguindo não só fazer o corredor esquerdo com facilidade, mas também ser competente nas ações defensivas. Protege bem a bola e revela capacidade para ser um central que gosta de assumir o jogo e arriscar na primeira fase de construção – lembrando a substituição que Rúben Amorim fez no jogo diante do Gil Vicente FC. Tecnicamente é seguro e demonstra nos seus cruzamentos – os antecipados vão adquirindo cada vez mais importância no modelo de jogo leonino – uma arma letal, o que fará do brasileiro uma boa alternativa a Nuno Mendes.

Um outro factor que considero importante de enaltecer e de que já se viu um pouco diante do Gil Vicente FC – não me parecendo de todo inocente – é a ligação estabelecida por Rúben Amorim entre Matheus Reis e Nuno Santos, colegas no Rio Ave. Essas dinâmicas socioafetivas, por vezes, conseguem superar a (ainda) pouca dinâmica coletiva que o brasileiro apresenta – podendo ser uma mais valia para o Sporting CP – quando o seu timoneiro procura manter o sistema como sempre o faz, mas mudar as características de alguns jogadores de forma a tornar a equipa mais ofensiva e vertical.

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