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Na brincadeira do pezinho, o Sporting sai sempre a perder

Todos nós, quando crianças, jogámos à brincadeira do pezinho, e ainda que por vezes houvesse uma reclamação ou outra, não havia grande contestação para perceber quem perdia ou ganhava uma vez que as regras eram simples e claras. Não havia cá intenção, intensidade, cor das camisolas. Era pisado, saia fora do jogo.

Pois bem, o futebol português parece ter criado agora uma versão moderna dessa mesma brincadeira popular, no entanto muito mais complicada, com árbitros, interpretações subjectividade das regras, em que os jogadores ficam sem saber se podem ou não pisar. Sim, esta brincadeira está a ser inserida no decorrer dos jogos de futebol.

O busílis da questão aqui é que nem todos os interpretes parecem poder jogar com as mesmas regras, o que gera uma confusão de interpretação que apenas o árbitro (sim, nesta versão moderna há um árbitro) pode decidir. Isto é, pode mudar consoante o juiz que decida.

Ou seja, na versão do futebol português, quem pisa é que sai. Não, desculpem, já vos estava a induzir em erro, e estava a tornar-me também um mau agente “intereprador” de regras. Recomeçando, o que eu queria dizer é que o jogador que pisa pode, ou não, sair do jogo, dependendo da interpretação do árbitro, do VAR, e da indumentária utilizada pelo atleta Infrator.

Confundidos? Também eu. Ah, o Daniel Bragança e o Tabata também ainda estão a tentar ler todas a variáveis para perceber se podem pisar ou não. Ou melhor, quando eles pisaram e foram retirados do jogo até entenderam, mas logo a seguir, noutro jogo, com outro árbitro, outro VAR, e outro jogador que pisou mas estava muito mais bem vestido, o critério já não foi o mesmo, e aí deu-se-lhes um nó no cérebro que ainda hoje estão a tentar desenrolar. Isto digo eu, porque acho que eles são inteligentes o suficiente para perceberem o que aconteceu.

Mas isto de trazer jogos tradicionais ou adaptar outros desportos ao futebol dá sempre azo a alterações às regras. O que se mantém sempre estanque é a questão da intensidade e da interpretação. Há um caso que foi recentemente importado pelo futebol que manteve as regras originais. Trata-se do Boxe, ou “Vale-Tudo”, depende da interpretação, lá está.

Senão vejamos, normalmente no futebol não é permitido abrir o braço e acertar com o cotovelo no adversário, bater com a mão aberta na cara do mesmo e muito menos com a mão fechada. Pois bem, pasmem-se, porque passou a ser permitido, ou então é apenas a subjetividade da interpretação dos árbitros, dos VAR, e neste caso de alguém que gere o futebol português, revê lances e decide castigos, ou não, nos dias, semanas, meses ou anos (dependendo da conveniência) – Será que eu posso dizer isto? Acho que não me podem castigar, pois não? Espero que não.

É que um jogador deu um denominado “gancho” nos queixos de um adversário, conforme é perfeitamente visível nas imagens televisivas, mesmo com linhas, sem linhas, com dois frames para trás ou dois para a frente. A imagem sugere sempre a mesma coisa. Um pêro bem dado, e toda a gente achou bem dado. E é bem feito, que o jogador receptor não tinha nada que ter ali o seu maxilar inferior naquele dia, àquela hora. A questão é: O que estava Coates a fazer ali naquele momento? Não tinha de estar ali. Era com certeza para provocar.

Há um último jogo que quero enumerar, sendo este o mais recente. É então o jogo ou a arte da mimica. Ou seja, os atletas fazem gestos para outros tentarem adivinhar a mensagem que se quer transmitir. Aqui a questão tem mesmo de ser de interpretação, no entanto o jogador tem de escolher bem para quem vai fazer a mimica, tendo ainda que ter atenção do local onde o vai fazer, e mais uma vez ter atenção á indumentária, porque há cores que fazem sobressair muito mais determinados gestos.

Na realidade, o futebol português está a tornar-se um palco de encenações bem elaboradas, em que tudo faz parte de um roteiro, em que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, porque de real tem pouco. Ou isso, ou o circo que sempre foi, em que os palhaços somos nós, os que sofrem com as derrotas, e pagam para ver alguns artistas “escrever” roteiros que todos já perceberam como vai acabar.

Se alguém ainda não sabe como acaba, continue a assistir. Não me vou tornar “Spoiler”. Uma coisa posso dizer. Dá para rir muito, se não levarmos muito o futebol a sério. No fundo divertes-te como se estivesses a jogar a qualquer um dos jogos acima enumerados.

Temos é que nos divertir, não é? Desde que alguém ganhe e encha os bolsos com isso. Até porque não valia a pena tudo isto para cair depois em saco roto, não é verdade? Era o que mais faltava.

P.S.: Já o disse antes e continuo a dizer. Não quero que os jogadores do Sporting deixem de ser castigados se o merecerem. Quero é que todos os jogadores, de todas as cores, sejam castigados pelos mesmos erros. Mas depende muito da interpretação e/ou encenação, já sei.

 

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

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