Chegando a esta época natalícia, os sportinguistas estavam habituados a ouvir a piada já muito gasta de que já não estava na luta por nada.

Este ano, no entanto, continuamos no primeiro lugar do campeonato, apesar de ter havido uma tentativa de voltar à tradicional brincadeira de Natal, logo após o empate em Famalicão.

A verdade é que, tirando os jogos da taça que têm sempre um cariz diferente, a equipa não se mostrou motivada em mostrar que a perda de dois pontos contra os famalicenses foi só culpa de terceiros. No jogo da semana passada, e apesar da tática defensiva do SC Farense, os jogadores pareciam lentos de processos, talvez até desmotivados. Pote não apareceu e parecia sem vontade, Nuno Mendes não fez um único cruzamento para a área (fraco rendimento talvez por estar diminuído fisicamente). No fundo, toda a equipa pareceu muito passiva. Terá sido apenas um mau dia?

Espero que os ares do Natal não nos façam efetivamente mal. Espero que, neste ano atípico, o Natal do Sporting CP não tenha só chegado mais tarde que em outras épocas.

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Apesar de estarmos a jogar reconhecidamente bem e até um dos treinadores mais egocêntricos o reconhecer (sei que o argumento é o de sempre e serve apenas para justificar que é o justo vencedor quando/se for ele a ocupar o primeiro lugar), o Sporting CP continua a mostrar muitas dificuldades contra equipas muito fechadas e bem organizadas.

Mesmo longe dos estádios nacionais, os adeptos leoninos estão entusiasmados e depositam esperanças na equipa
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Ainda assim continuamos a ser uma das equipas invencíveis, mas o título de invencibilidade pode não chegar. Porque hoje em dia, dois empates é pior que uma derrota. E, de empate (esteve para acontecer mais um) em empate, podemos ver os nossos rivais a passarem-nos na tabela classificativa. Já vimos que há muita gente a tentar empatar-nos. Nada que não estivéssemos à espera.

Já sei que este cepticismo vai abrir caminho a que venham dizer que estou a atacar o Sporting e que devia era apoiar, mas por estar a colocar estas questões não deixo de desejar que tudo corra bem, que ganhemos sempre mesmo sem jogar bem, ou que joguemos tanto que não demos margem para que a esperteza de outros não nos consiga fazer tropeçar. Quero o melhor para o meu Sporting CP e, por isso, gosto de tentar perceber o que pode estar menos bem. Só reconhecendo os nossos problemas poderemos ter capacidade para os resolver ou minimizar.

De qualquer forma, e deixando de parte todo este cepticismo natural de quem tem passado anos a sofrer com os mesmos erros e as mesmas consequências, percebi que temos um treinador que consegue passar a mensagem certa na hora certa, para jogadores e sportinguistas. É um excelente comunicador e, por vezes, tendo jogadores inteligentes e com qualidade, é mais importante do que ser o mestre da tática, não querendo eu com isto dizer que o Rúben Amorim não o seja. Dito isto, acredito que não será pelo treinador que iremos falhar.

Nuno Santos, Pote, Tabata e Pedro Porro vieram acrescentar valor à equipa. Alguns chegaram com maiores desconfianças dos adeptos, mas todos mostraram já que podem ajudar. Não sei se pela qualidade individual, ou tendo um treinador que consegue retirar o melhor de cada um. A verdade é que temos uma equipa competitiva, apesar de curta na minha perspectiva.

Para já estamos a conseguir enganar a tradição. Que nunca mais seja o que era, sportinguistas!

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