Com apenas 18 anos, Eduardo Quaresma é considerado uma das grandes promessas da Academia de Alcochete. Depois da boa estreia em Guimarães, em junho do ano passado, logo no primeiro jogo depois da paragem – devido à pandemia – o defesa central deixou de ser opção regular na presente temporada. Fez apenas 90 minutos na Taça da Liga, em vitória do Sporting CP frente ao CD Mafra, além de dois jogos ao serviço da equipa B no Campeonato de Portugal.

Consequentemente, foi ultrapassado pelo também promissor Gonçalo Inácio, que já soma oito jogos esta época na equipa principal do Sporting CP, com um golo marcado e bons indicadores. Eduardo Quaresma foi ausência notada no banco de suplentes dos Leões em várias partidas nesta época. É importante realçar que já esteve infetado com Covid-19 e que já enfrentou uma lesão que o deixou de fora durante um mês, mas, ainda assim, o tempo jogado é escasso.

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Chegou a ser considerado um empréstimo que, entretanto, caiu por terra, até porque muito dificilmente chegará um novo defesa central a Alvalade em janeiro. Amorim vincou que o jogador “não irá a lado nenhum” porque é “uma aposta do Sporting CP”, lembrando os casos de Tiago Tomás, Daniel Bragança e de todos os outros jovens, todos a viverem “fases distintas’”.

Mas qual é o problema aqui? É inegável a qualidade técnica de Eduardo Quaresma, tendo o próprio já a demonstrado na equipa principal. No entanto, e de acordo com quem trabalha de perto com o jogador, existe uma notória falta de compromisso. O próprio treinador dos Leões já abordou a questão, salientando que “jogar no Sporting é uma grande responsabilidade”.

Na mesma posição, Luís Neto não é um jogador indiscutível no Sporting CP, sendo o titular mais criticado, apesar da liderança que exerce no balneário, algo importantíssimo numa equipa tão jovem. Eduardo Quaresma tem mais qualidade com bola no pé, mas ainda lhe falta tudo o resto: ambição, compromisso, vontade e liderança (algo que é normal, tendo em conta a idade).

Eduardo Quaresma foi aposta inicial de Rúben Amorim no pós-pandemia, mas perdeu o estatuto de titular para Luís Neto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na retina, e muito embora tenho realizado boas exibições de leão ao peito, ficam alguns jogos em que demonstrou fragilidades, como por exemplo na partida frente ao B-SAD na época transata, em jogo disputado na Cidade do Futebol em Oeiras. Naquela tarde, esteve muito abaixo do esperado e terá sido aí que Amorim percebeu que o jovem ainda não estaria totalmente preparado: embora tenha sido titular nos cinco jogos seguintes, o facto deveu-se sobretudo muito à falta de opções de qualidade, algo que foi revisto no mercado.

Mais recentemente, após o embate entre o Sporting B e o Fontinhas, em jogo válido pelo Campeonato de Portugal, Rúben Amorim não terá ficado satisfeito com a falta de compromisso do jovem defesa, pelo que o deixou de fora do jogo contra o Sacavenense, na Taça de Portugal.

Será fundamental para o jogador perceber que ninguém no Sporting CP possui um lugar cativo, desde o jogador mais rotulado do plantel ao jovem que acabou de subir à equipa principal, independentemente da qualidade. Quem não se esforça no dia a dia, não joga no fim de semana. Será, portanto, esse o motivo que fez o treinador dos Leões optar pelo experiente Neto entre os titulares e Gonçalo Inácio no banco de suplentes, em detrimento de Eduardo Quaresma.

A qualidade, neste caso, está lá e espera-se que Eduardo Quaresma consiga no futuro próximo demonstrar todo o seu talento de leão ao peito, – porque o tem – ele que renovou até 2025 em junho, com uma cláusula de rescisão de 45 milhões. Que faça por merecer!

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