O Futuro dos Leões na Europa | Sporting CP

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O Futuro dos Leões na Europa

Está aos olhos de todos. O Sporting entrou, este ano, com o pé esquerdo. Aliás, com nenhum dos pés para ser sincero. E aí é que reside o problema. 19 jogos desde o início da época 2022/2023: oito derrotas, dois empates e nove vitórias. Em resumo, isto está mau para os lados de Alvalade.

A reação aos golos sofridos mostra-se tardia, a agressividade dos jogadores perante um conflito de alto nível, como se mostraram as já longínquas partidas na liga milionária, era ofuscada pelo “confuso relaxar” das linhas defensivas e ofensivas. O Olympique Marselha virou, inesperadamente, um medo para o Sporting CP; e o Eintracht Frankfurt mostrou à equipa portuguesa que o típico hábito dos lusos em deixarem as coisas para a última não dá bom resultado.

Quem dera que só estes duelos internacionais fizessem tremer o leão, mas não. Dentro de portas, foram queimados pelas chamas do “dragão”, submissos às “panteras” do Boavista FC, deixaram a porta aberta para o GD Chaves, foram arranhados pelos “lobos” do FC Arouca e eliminados da prova-rainha pela formação da Póvoa de Varzim. São estes os traumas pela qual a formação comandada por Rúben Amorim viveu até agora, numa altura em que ainda caminhamos a passos largos do meio da época.

E agora a Liga Europa?

Mais de dois anos depois da última presença na competição, o Sporting volta a pôr o pé em terreno de Liga Europa. No seu último jogo, em outubro de 2020, foi surpreendido com uma derrota por 1-4 frente ao LASK Linz. No banco, estava já sentado Rúben Amorim, que começou mal, mas que nessa mesmo época deu ao clube lisboeta o que nenhum treinador deu nos 19 anos anteriores. A história é agora diferente. Taças, Supertaças, Campeonato Nacional. O Sporting de agora sabe do que é capaz e é imperativo mostrar nesta competição 100% do seu ADN, coisa que não aconteceu na totalidade na Champions.

Depois da boa arrancada na Liga dos Campeões, algo que no final deu mais para o torto do que para o certo, surge agora o “reerguer” do leão na Europa.

58 anos após a conquista da competição, na altura com o nome “Taça das Taças”, a formação de Alvalade tem uma segunda oportunidade para levar e elevar o seu nome ainda bem alto no panorama futebolístico europeu. Na frente, os dinamarqueses do FC Midtjylland que, já esta época, sabem como jogar, e perder, com equipas portuguesas. Ao Sporting compete manter este registo, ultrapassar o oitavo classificado da Superliga Dinamarquesa e seguir em frente nas eliminatórias.

Pontapé na crise para breve?

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

É real que os desempenhos leoninos têm andado bastante incertos. Ora se ganha contra um gigante europeu, ora se cede perante um clube de menor calibre. Mas é assim mesmo o futebol, e é isso que o torna mágico.

A descida da Champions para a Liga Europa foi, e é, um acontecimento não esperado pelos jogadores e pela própria direção, que é também afetada com esta despromoção entre competições a nível financeiro. No entanto, é algo a que se têm de agarrar com unhas e dentes e honrar o animal que idolatram no símbolo que representam há mais de um século. É uma oportunidade, uma oportunidade de dar realmente um pontapé na crise de resultados que se têm vindo a manifestar.

Uma boa campanha internacional é sempre bem-vinda e mostra-se como um energético para todo o plantel que, como todos os outros, reage melhor quando segue vitorioso.

Já nem se fala em chegar às meias-finais ou até à finalíssima da competição, algo que por si não é nada de outro mundo se dermos conta, mas o boost de confiança que uma boa caminhada na Liga Europa podia dar é algo que o Sporting necessita neste momento, tendo em vista que segue em grande atraso perante os rivais diretos na Primeira Liga.

O trajeto ainda é longo. Só em fevereiro se observará o nível a que estará o leão, se se encontra novamente pronto para pisar os palcos da Liga Europa e virar o barco até bom porto.

André Soares
André Soares
"O André está neste momento a tirar a licenciatura em Ciências da Comunicação, na mui nobre Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Mas não é em Vila Real que tem as suas raízes. Tondela foi, e é, a sua casa, e muita da paixão que tem, especialmente pelo futebol, deve-o ao seu avô, que lhe incutiu, e muito, o vício da bola desde pequeno". Escreve com acordo ortográfico.

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