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Numa semana em que a vitória expressiva ditou mais uma vez a grandeza dentro de campo, eu venho falar de algo que aconteceu durante a primeira parte do Arouca e que criou um enigma durante todo o tempo – a campanha anticontrafação.

Como estudante de comunicação e apreciadora de qualquer boa estratégia no desporto, esta chamou-me a atenção. Enquanto estava a ver o jogo com uns amigos, interrogávamo-nos sobre a origem desta situação. Uns acreditavam que, por ser dia do pai, seria uma estratégia para incluir a letra do respetivo parente. Acabámos por perceber que não era esse o motivo e, entre umas piadas sobre a forma de falar de Jesus e a sua peculiar forma de pronunciar o nome dos jogadores, lembrei-me de fazer uma pequena pesquisa na Internet. NADA, absolutamente nada, sobre o facto de haver um “João Dário” no onze dos leões.

Tentei outra vez, desta feita no site, no Facebook e nas redes sociais do Sporting. O resultado foi o mesmo. Acabei então por assistir ao jogo até ao intervalo (e que gozo me deu!); ao intervalo, sim, apareceu a desejada resposta: isto tudo foi uma campanha contra a contrafação de camisolas dos jogadores. E eu pensei: «Que génio!». É fácil contar o número de campanhas que poderão não resultar, ainda por cima tendo sido feita de forma tão pública como foi; no entanto, volto a repetir: foi uma jogada de génio!

Deu-me bastante gozo ver jornais completamente ‘às escuras’ sobre o tema de que se poderia tratar e a criar um burburinho por toda a gente, adepta e não-adepta; todos a quererem saber o porquê de ser Patríssio e não Patrício, Eslimani e não Slimani. Com um pequeno gesto, tornou-se viral uma ação que prejudica não só o Sporting mas todos os clubes em geral.

Três dos jogadores que viram os nomes alterados: Guterres, Eslimani e Brian, respetivamente Fonte: Sporting CP
Três dos jogadores que viram os nomes alterados: Guterres, Eslimani e Brian, respetivamente
Fonte: Sporting CP

Assim, acho que, em termos de campanhas, estamos ao nível do topo europeu, fazendo chegar as nossas crenças mais longe. De repente, lembro-me de uma campanha do Bayern Munique que, apesar de ser de carácter humanitário, se parece bastante com esta, devido à mensagem simples. Essa esteve relacionada com as vagas de refugiados que começavam a aparecer na Europa. Outra, mais relacionada com a vertente do marketing, é a do FC Barcelona, em conjunto com a Qatar Airlines, no anúncio da parceria da companhia aérea com o clube, numa viagem para a ilha do FC Barcelona. Outra, da mesma equipa, é a que faz por aproximar o clube às pessoas da cidade, fazendo uma paragem de autocarro com uma parte que simula o banco de suplentes, para que todos apanhem ‘o autocarro do FC Barcelona’.

Em termos de criatividade, estamos lá! Estamos junto dos grandes! E não é só dentro de campo que precisamos de mostrar a nossa grandeza. É também com as atitudes fora dele! Assim, o Sporting é um clube que se dá ao respeito, em termos de comunicação, e, apesar de isso não fazer com que ganhemos títulos, orgulho-me de pertencer a um clube que defende não só os seus interesses mas também os dos seus adeptos.

Por isso, em Alvalade e em qualquer outra parte do mundo onde envergamos as cores do Sporting, dizemos: “Não à contrafação”.

Foto de Capa: Sporting CP

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