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Na semana passada escrevi aqui um texto “polémico” (escrevo entre aspas porque tal adjectivo não era, de todo, algo que queria associar ao texto de forma directa) que teve repercussões em muitos sites, facebook’s e até na minha caixa de mensagens na referida rede social. Ao tentar repor a verdade e informar muitos adeptos – tanto do Sporting CP como SL Benfica – que nem tudo o que passa na Comunicação Social é verdade, assim como o que é escrito em blogs afectos aos clubes, sejam esses mesmos blogs remunerados ou não.

Não estive sozinho nessa conferência de imprensa, colegas meus – de respeito, segundo alguns – também estiveram comigo e estão do meu lado, na defesa do que deveria ser uma pedra basilar do jornalismo: A Imparcialidade. Custa-me que de cerca de trinta pessoas presentes na sala, nem um tenha saído em nome da Verdade e dito que a SIC (ou o jornalista que fez o a peça), Rui Santos, e o site referido na Carta Aberta adulteraram a verdade em nome do sensacionalismo e/ou das afiliações clubísticas.

Curiosamente, ou não, a minha maior tristeza vai para Rui Santos. Alguém que faz bandeira e dá a cara pela verdade desportiva não pode ter o mesmo tipo de atitude de Rui Pedro Braz, Pedro Guerra e outros “jornalistas” que se veem por aí. Alguém que ainda ontem afirmou que investigou a fundo todo o caso Sérgio Conceição/José Peseiro tinha mais que o dever de rever a Conferência de Imprensa do jogo frente ao Tondela, perceber quais foram os jornalistas questionados pelo assessor de imprensa do Sporting e obter daí uma resposta. Eu até posso dar uma ajuda, dizendo que o primeiro era de um canal por cabo e outro de um canal pago pelos contribuintes.

Viver num país em que uma Assembleia Geral dum clube e uma renegociação de dívida são notícias de manchete para esconder a dívida de um Presidente de outro clube ao Estado Português enoja-me. Enoja-me ao ponto de não perceber porque é que alguém tem uma dívida perdoada apenas e somente porque é Presidente dum clube de futebol, quem paga essa dívida são os próprios benfiquistas, Sportinguistas e portistas e ainda assim ninguém se insurge contra tal.

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Viver num país em que há provas de corrupção, centenas de horas de escutas telefónicas em que se prova a culpa de muitas pessoas ligadas ao futebol e quem é preso é apenas quem recebeu “Fruta e Café” sem punir quem disponibilizou tal oferenda desilude-me.

Viver num país em que se “mimam” árbitros com jantares caríssimos e “milhões” acharem perfeitamente normal faz-me repugna-me.

Viver num país em que Marco Silva foi um mártir às mãos da tirania de Bruno de Carvalho, enquanto Lopetegui e o seu despedimento são vistos como futilidades, revolta-me.

Viver num país em que são seleccionadas pessoas mentalmente desonestas para dizer barbaridades e mentiras em troco de audiências irrita-me.

Viver num país em que uma Eurodeputada pede para a CMVM auditar o Sporting CP pelo salário anual (quatro milhões de euros) de Jorge Jesus mas que se esconde e nem opina sobre os valores (não) pagos ao SL Benfica por Bernardo Silva faz-me sentir que isto é tudo uma real palhaçada e que vale tudo em nome de um simples desporto.

Viver num país em que haja tamanha mesquinhez desportiva ao ponto de se preferir enganar milhões para manchar o nome de um – porque engane-se quem acha que tudo isto não é apenas uma tentativa de desestabilizar Bruno de Carvalho e, como consequência, o Sporting Clube de Portugal – dá-me asco e comichão partilhar a nacionalidade com essas pessoas.

Ver um Norwich - Liverpool e tentar imaginar um jogo desses em Portugal pode ser um exercício masoquista Fonte: Premier League
Ver um Norwich – Liverpool e tentar imaginar um jogo desses em Portugal pode ser um exercício masoquista
Fonte: Premier League

Porque já sei a forma de raciocínio de muitos “milhões”, permitam-me que vos elucide: não, não sou “Brunista”. Não concordo com tudo o que o Presidente do meu clube diz, faz e pensa. Também não sou – ao contrário do que quiseram fazer crer – remunerado como muitos são, e o site Bola na Rede não ganha um único cêntimo através dos clubes, os artigos são patrocinados a partir da publicidade que existe no site.

Agora, nas minhas três décadas de vida, nas quais vi o meu Sporting campeão por duas vezes, aprendi a dar valor a quem tenta o seu melhor pelo clube, a quem se esforçou por tirar o clube da falência, da iminência da refundação e das mãos dos interesses de poucos em prol do sofrimento de quem verdadeiramente ama o clube. Bruno de Carvalho não é o meu Presidente ideal mas é o melhor Presidente que já vi no meu clube, uma vez que não me lembro da Presidência de João Rocha.

Sei que Bruno de Carvalho poderá ter podres, não é perfeito e quanto maior for a exposição mediática menor será o tempo até algum “junta-letras” se lembrar de vasculhar sobre esses mesmos podres. Por isso mesmo fica aqui, antes de tempo, registada a minha opinião, que não irá mudar por nada: fora com quem estraga o desporto que adoro para ganhar milhões; fora todos os criminosos e respectivos interesses que estragam o futebol; fora com o Bruno, Jorge, Luís e outros, se estão aqui apenas para enriquecer à custa do nosso amor; fora com aqueles que são pagos para dizer mentiras e que usam o nome de clubes que amamos para ganhar dinheiro e protagonismo.

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