verdebrancorisca

Estou feliz como já não estava há muito tempo. Sinto-me respeitado e temido como já não me sentia há muito. Passeio o meu clubismo com orgulho extremo como há muito não acontecia. Porquê? Porque sou sportinguista ferrenho.

Tudo parece assustadoramente perfeito, até demais. O Sporting está em primeiro lugar no campeonato (contra tudo e contra todos) – menos no Jornal Record, claro, mas, como estamos no Bola na Rede, aceitemos os factos. Para além do óbvio, que era não ver o Sporting em primeiro lugar do campeonato há demasiado tempo, existem outros factores que compõem a minha felicidade. Outra goleada? Esta equipa está completamente demolidora. No último jogo aconteceu algo que não era normal no reino do leão desde há vários anos: ir para cima dos adversários mesmo tendo o resultado e o jogo na mão. O Leão esteve insaciável, quis sempre mais e mais golos até ao último segundo da partida, e essa é a atitude que um dos melhores clubes do mundo tem de adoptar.

Os festejos dos pupilos de Jardim / Fonte: Blog “A Norte de Alvalade”
Os festejos dos pupilos de Jardim / Fonte: Blog “A Norte de Alvalade”

Outro dos factores que contribuíram para o meu estado de espírito é o regresso aos golos de “El Avioncito”: ele nunca deixou de jogar belissimamente bem, apenas era de estranhar que um goleador massivo nas primeiras jornadas do campeonato deixasse de fazer golos durante tantos jogos como aconteceu. Agora sinto-me aliviado: ele voltou e voltou para ficar com toda a certeza. Cuidem-se. Temos no plantel dois pontas-de-lança mortíferos que não desiludem, e esta situação eu já não via desde 2001/2002, com Marius Niculae e Mário Jardel.

Uma belíssima noticia é, igualmente, a grande exibição de André Martins. O André é um jogador que sempre admirei. Sempre reconheci que ele teria grandes qualidades; embora nos últimos jogos não estivesse à altura, defendi até a sua exclusão do onze inicial, pelo simples motivo de se estar a tornar num jogador completamente inconsequente. Esta situação mudou (e de que maneira!) no jogo frente ao Paços, e tal facto deixou-me bastante aliviado. O André foi o motor da equipa e rubricou uma exibição de alto nível. Desejo, cegamente, que ele mantenha este nível exibicional, para bem do Sporting e para seu próprio bem, pois tenho a plena convicção de que poderá vir a ser um jogador muito útil para Portugal no Campeonato do Mundo que se avizinha.

Coreografia no Estádio José Alvalade / Fonte: Blog "Ultras Europe"
Coreografia no Estádio José Alvalade / Fonte: Blog “Ultras Europe”

Pois bem, mas nada disto que tenho referido até agora seria possível sem os adeptos. O camisola 12 tem sido, no meu entender, o grande craque do Sporting 2013/2014. Temos tido, de longe, as melhores assistências durante a presente época. A iniciativa de juntar as claques no mesmo sector (como nos velhos tempos) foi simplesmente de mestre! Para quê criar grupos isolados, quando juntos somos mais fortes, e corremos pelo mesmo amor? Perfeito. O José Alvalade cada vez mais é um palco temível para qualquer adversário, devido a um equilíbrio perfeito de paixão e garra entre equipa e adeptos.

Quais Ghostbusters, todos juntos aspirámos o “fantasma do Natal”. Vamos de vento em popa, no topo do campeonato, e os próximos adversários que se cuidem. Não somos candidatos a nada, promessas falhadas que as pintem de azul e vermelho. Nós somos candidatos à competência, ao trabalho, à paixão, à garra. No fim faremos as contas.

Obrigado, Bruno; obrigado, Inácio; obrigado, Mister; obrigado, equipa; obrigado, “camisola 12”. Obrigado porque eu preciso disto, preciso disto para ser feliz.

Comentários