De um momento para o outro, a toxicidade no futebol português desapareceu. SIC e TVI apelaram ao conteúdo e puseram termo aos debates futebolísticos que assombravam as respetivas instâncias. Segundo vozes vindas de não sei onde, a transformação está prestes a acontecer e a outorgar ao panorama desportivo um ar mais – como agora é moda dizer – fresh. Do jogo arbitrado e do amplo espetáculo de bastidores do qual fomos espetadores assíduos (altura na qual se coloca a mão na consciência) para o “jogo jogado”, a essência do futebol e todas aquelas coisas aparentemente insignificantes (que Bobby Robson e Cruyff, por exemplo, tanto exultavam). Se o “trogloditismo” se circunscrever à não explanação, é uma ideia gira e capaz de resultar.

Para os clubes de nomeada, a propaganda e toda aquele opróbrio estratagema do “ganhar a batalha” perde alguma força. Sem reparos dirigidos, a espécie que agrega os canários de painel representava uma bomba-relógio, prestes a explodir aquando do toque no nervo faccioso. Sem esta sinfonia de maestro pouco original e de batuta dúctil, espera-se (Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen fê-lo para isto. Surpresa!) um afrouxamento do clima de guerrilha: o fanatismo, o amor além-fronteiras como desculpa viável para as maiores incongruências e insubordinações. Contudo, esvai-se algo: o Big Brother perde concorrência e, consequentemente, manieta o que resta das audiências.

No Sporting CP, a conivência com a bandalheira não é exceção. Trago, junto do leitor, o péssimo, o mau e o horrível. A gama nauseabunda daquela que constituiu a defesa (pode exercer-se advocacia sem curso!?) do meu clube perante espécies necrófagas de outras fações. No fundo, e introduzindo e incrustando o minimalismo na expressão, os flops do comentário desportivo. Para bem do leitor, a seguinte lista encarreirou no mesmo trilho das chalotas (a descrição do hambúrguer de ontem já me colocou com água na boca). Segure-se ao sofá!