SPORTING, UMA EQUIPA DE ATLETAS SELECIONÁVEIS 

Desde o incidente em Alcochete que o Sporting não tinha tantos atletas selecionáveis para as respectivas selecções nacionais, e principalmente para a equipa de todos nós. E há ainda os que se podem dar ao luxo de recursar a sua chamada a uma seleção que tem constantemente os jogadores mais talentosos para poder esperar pela prometida chamada à seleção portuguesa.

Esta valorização deve-se, para além do talento inato dos jogadores, ao excelente trabalho que a equipa técnica tem com os jovens, e o facto de tudo isso os ter tornado campeões nacionais. Mas, apesar de tudo isso, vi em Portugal algo que nunca esperava ver. Ou seja, vi adeptos e sócios de outro/outros clubes fazerem muita força para que os jogadores do Sporting fossem convocados e utilizados.

Aliás, a ideia deles parecia ser “Se os nossos foram convocados, porque é que os do Sporting não são? São muito melhores que os nossos” (eles foram convocados como todos sabem). Se não foi isso, parecia. É que foi tanta a tristeza demonstrada por alguns nas televisões, que penso ter visto uma lágrima no canto do olho de um.

A verdade é que, apesar de todo esse pesar, também eu tive pena que os nossos jogadores não tivessem podido representar as respectivas selecções, principalmente pelo motivo que não lhes permitiu fazê-lo, tendo o mesmo obrigado a que o Sporting se visse privado da sua qualidade num jogo contra um dos principais rivais, e porque provavelmente também não poderão participar num jogo importantíssimo de Champions. É mau para o Sporting, é mau para os jogadores, e de certeza que deixou muito tristes aqueles senhores que fizeram tanta força para que os nossos atletas estivessem de perfeita saúde para jogarem todos estes encontros.

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Pedro Gonçalves foi dispensado da Seleção Nacional devido a lesão.

Trincão foi chamado para o seu lugar. pic.twitter.com/0NpPtlYKnv

— B24 (@B24PT) August 31, 2021

Eles devem ter ficando a pensar que, no jogo do fim de semana passada, sem esses mesmos jogadores que eles tanto gostam de ver jogar, e lhes reconhecem tanto valor que os acham mais capazes de representar uma seleção nacional “coxos” do que os seus de boa saúde, o Sporting consegui dar tão boa conta de si, como seria se os nossos craques tivessem jogado?

Afinal, talvez tenham ficado aliviados por não terem razão quando diziam que o “dói-dói” era pequenino, e se fossem jogadores de barba rija iam a jogo nem que fosse com um pé partido. Não disseram isto com estas palavras? Foi quase.

Devem ter ficado também aliviados por tantos quilómetros a pé e a voar não tenham feito assim tanta diferença ao rendimento dos seus jogadores. Pelo menos um deles pareceu bem fresquinho, para muita pena nossa. Tenho a certeza de que devem ter pensado “Antes quilómetros grandes que dói-dóis pequenos.”

Mas deixando de lado a ironia, tive pena principalmente de Gonçalo Inácio e Matheus Nunes. Pelo Gonçalo, por ter perdido a oportunidade de ter a sua primeira internacionalização, apesar de eu achar que muitas mais virão. E pelo Matheus, por não concretizar o sonho de representar a seleção mais titulada do mundo, ainda que isso representasse a perda de um talento que pode vir a ajudar Portugal. Mas de Portugal é só uma promessa, do Brasil era uma certeza. E em ambos os casos aplica-se o velho ditado “antes um pássaro na mão do que dois a voar”, até porque há um outro ditado muito usado no Futebol português que diz que “no Futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira”. Nunca vi uma verdade tão grande. (Quanto aos outros, tenho pena pela lesão.)

Artigo revisto por Joana Mendes

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