Inauguramos com este texto a rubrica “O Sporting no Mundial”. Durante o campeonato do Mundo que se disputa na Rússia focar-nos-emos, entre outras coisas, na prestação dos jogadores leoninos que atuam pelas respetivas seleções. Destacámos neste texto Bryan Ruiz (Costa Rica), Sebastián Coates (Uruguai) e Marcos Acuña (Argentina).

Quanto a Bryan Ruiz, tem feito tudo para que nós, sportinguistas, ainda acreditemos nas suas potencialidades. Não será evidentemente o facto da sua Costa Rica ter sido eliminada na fase de grupos (derrotas contra a Sérvia e Brasil) que retirará os méritos e louros ao jogador leonino. Sendo titular na formação orientada por Óscar Martinez, Ruiz tem atuado na ala direita do ataque e mostra-se bem oleado e integrado no 3x4x3 da sua seleção. Atuar na mesma equipa que a “estrela” Keylor Navas do Real Madrid reforça ainda mais as credenciais de um jogador que ainda pode dar muito ao clube de Alvalade.

Por outro lado, Sebástian Coates dificilmente calçará no onze titular do Uruguai. Nos dois jogos disputados até ao momento (vitória contra o Egipto e Arábia Saudita), o leão não jogou a titular, nem entrou durante os noventa minutos. Mas isso não pode ser interpretado como demérito seu: não tem culpa que Diego Godín e José Giménez (ambos do Atlético de Madrid) atuem na mesma seleção que ele. Resta-lhe espreitar uma oportunidade no onze escalado por Óscar Tabárez. Com a sua seleção já apurada para a fase seguinte, pode ser que o selecionador uruguaio teste as qualidades deste leão já no próximo jogo.

A relação entre Acuña e o Sporting CP vai de vento em popa, com o clube de Alvalade a desejar, na sua página oficial do Facebook, sorte ao argentino
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Finalmente, o melhor está para o fim. Muito se tem falado da derrota por três a zero da seleção croata à Argentina. Isso tem certamente olvidado os contributos que alguns jogadores argentinos, nomeadamente Marcos Acuña, têm dado à seleção alviceleste. Este leão tem ficado encarregue de segurar toda a ala esquerda da equipa: desce para zonas defensivas, fica no meio campo durante a fase de construção e projeta-se no ataque acompanhando os movimentos ofensivos da sua equipa. Tem corrido que se farta este argentino e é uma trave-mestra desta formação sul-americana. Ainda que, por vezes, o futebol da sua seleção seja pastoso e quezilento, tal não se deve a Acuña que “sacode” muitas vezes a monotonia da equipa. Este é um verdadeiro leão que ruge na Rússia.

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Em jeito de conclusão, podem até estes leões estar na terra dos czares e longe, portanto, de Alvalade. Mas não podem esquecer que há cerca de três milhões e meio de sportinguistas que, jogo após jogo, torcem também por eles e pelo melhor desempenho nas suas seleções. Com isso, é também o Sporting Clube de Portugal que ganha.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira