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Quero começar o meu tópico por deixar já claro que, independentemente do que venha a fazer de leão ao peito – ou com outro símbolo qualquer -, o “menino querido” de Rúben Amorim, Paulinho, é um avançado de topo na nossa liga, na minha opinião. Não é um finalizador como Jardel, não é combativo como Slimani, mas tem tudo para ser um avançado que deixe a sua marca no Sporting Clube de Portugal.

E enquanto se discute se dois cm são ou não suficientes, se o jogador do Moreirense FC calça o 45 ou o 44 e se isso podia ter tido influência em dois pontos para o clube, eu cá prefiro olhar para a conjuntura de todo o jogo.

Formado no Santa Maria FC, João Paulo Dias Fernandes (Paulinho), estreou-se na equipa sénior do seu clube na época 2010/11, onde atuou por dez vezes e marcou um golo. Uma segunda época bem conseguida (35 jogos – dez golos) levaram-no para o Trofense onde, na época 2012/13, realizou 38 partidas e apontou onze golos. A sua estadia no clube da Trofa não teve muita duração, pois na época seguinte transferiu-se para o Gil Vicente FC, onde esteve por quatro épocas.

Foram 167 golos em 234 partidas que o levaram para o SC Braga, onde teve o seu momento alto da carreira. A sua melhor época foi, sem dúvida, a transata, onde foi o quarto melhor marcador da edição 2019/2020 da Liga NOS. Foi também no decorrer de 2020 que Paulinho fez a estreia pela seleção A portuguesa. Ao todo, são três internacionalizações e dois golos.

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Paulinho destacou-se em Braga e subiu de patamar no panorama nacional
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ainda assim, apesar do bom percurso e olhando apenas para os números, já houve avançados melhores. Então, deverão estar a pensar: “Ó João, estás maluco! Porque dizes que Paulinho é topo?”. Calma, eu explico:

Com a chegada de Rúben Amorim à equipa principal do SC Braga e nos 13 jogos que esteve no seu comando, Paulinho só não participou em dois jogos (n.d.r diante do Moreirense FC, na jornada 18 da Liga NOS, onde foi suplente não utilizado e na 22.ª jornada, onde o SC Braga ganhou ao Vitória FC por 3-1, onde também foi suplente não utilizado). Então, em 11 jogos, Paulinho foi sempre titular e praticamente jogou todos os minutos. Foram seis golos e três assistências.

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