Depois de a época 2020/2021 terminar, os adeptos sportinguistas puderam observar um 11 base, onde a maior parte dos jogadores titulares eram indiscutíveis e incontestáveis por parte da massa associativa. A única posição que gerou mais dúvidas na cabeça de Rúben Amorim, como dos adeptos e como também dos responsáveis do clube, era a posição de ponta de lança.

De um lado temos a contratação mais cara do clube, Paulinho. Do outro lado temos o jovem jogador proveniente da academia de Alcochete, Tiago Tomás. Estes dois jogadores têm características que os distinguem um do outro, logo a forma de jogar da equipa é dependente da escolha do jogador mais avançado do campo.

Paulinho, o ponta de lança de 28 anos, que chegou do SC Braga, em janeiro, a troco de 16 milhões. A aquisição mais cara da história do Sporting CP. Assim que ingressou no clube de Alvalade sentiu o peso da responsabilidade e não conseguiu demonstrar toda a sua qualidade, também devido à lesão que sofreu logo que chegou ao clube verde e branco.

O jogador não conseguiu chegar “ao coração” de todos os Sportinguistas, mas foi decisivo na conquista do título de campeão, algo que já fugia de Alvalade há 19 anos, ao marcar o golo que deu o “caneco” ao conjunto liderado por Rúben Amorim, frente ao Boavista.
Paulinho apresenta-se como um avançado matador, com características muito específicas do típico ponta de lança do último toque.

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Paulinho apontou o golo do título defronte dos axadrezados, em Alvalade, a 11 de maio de 2021
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Com o internacional português em campo a equipa vê-se “obrigada” a jogar em torno do jogador. Pois é um avançado que procura muito a baliza e sendo assim os jogadores que estão à sua volta como: os alas, os médios e os extremos tentam explorar linhas de passe para o mesmo.

Paulinho a meu ver é um avançado que poderá a vir a ser muito importante para a próxima época, devido à sua experiência, que será importante para os jogos da liga dos campeões, onde a pressão e a exigência é elevada, e também podemos considerar o jogador importante para jogar contra equipas com o bloco defensivo muito subido.

TT, como é conhecido no mundo do futebol, evoluiu bastante esta época sob a tutela de Amorim e da restante equipa técnica. O jovem avançado fez uma época bastante positiva e foi muito elogiado pela massa associativa assim como pelos críticos de futebol, que projetam um futuro brilhante. Exemplo disso é o recente interesse da Roma de José Mourinho em contratar o jovem atleta.

Ao contrário de Paulinho, Tiago Tomás é um jogador que se “sacrifica” mais em prol da equipa, não tendo tanta preocupação com o golo, como tem o experiente avançado. TT esta temporada marcou seis golos em 37 jogos, um número muito baixo para um ponta de lança, mas o trabalho que faz em campo de arrastar e mover as defesas para torno dele, liberta os outros jogadores da sua marcação levando a que eles se aproximam da baliza, com mais facilidade. Exemplo disso foi o melhor marcador do campeonato, Pote, que marcou em 23 golos na Primeira Liga Portuguesa, muito também devido à presença em campo de TT.

TT, Tiago Tomás, estreou-se com seis tentos na Primeira Liga Portuguesa, na passada temporada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A meu ver é muito difícil julgar quem devia ser titular no Sporting. São avançados de características muito distintas: Paulinho procura mais o golo e TT trabalha mais para a equipa. Sendo assim torna-se difícil a escolha para o treinador do Sporting.

Se eu fosse Rúben Amorim, a minha escolha recairia em TT, pois o seu espírito combativo a meu ver também foi um dos fatores da conquista do título e esta qualidade é algo que, nos dias de hoje, achamos raro no futebol, especialmente nos avançados.

Mas tanto Paulinho, como Tiago Tomás serão importantes para a temporada 2021/2022. Com a Champions League a aparecer no calendário dos leões, vai ser importante ter os dois avançados em alto nível quando forem chamados em ação, tanto à quarta para as competições europeias, como para o fim de semana para o campeonato. Na minha opinião ambos avançados têm bastante qualidade, podemos considerar que são aquelas “dores de cabeça” que todos os treinadores gostariam de ter.

 

Artigo da autoria de Hugo Costa

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