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Após a vitória sofrida e suada na passada quinta-feira, na Ucrânia, com golos já a surgir na fase de descontos da segunda parte, o Sporting deslocou-se neste domingo ao Algarve, para defrontar o Portimonense, num jogo a contar para a sétima jornada da Liga NOS. Após já ser conhecido o resultado do clássico que opôs Benfica e Porto, onde os encarnados levaram a melhor sobre os azuis e brancos, o Sporting sabia que em caso de vitória ultrapassavam o Porto na tabela classificativa, ficando com um ponto de vantagem e apenas a um ponto dos líderes Benfica e Braga.

José Peseiro fez algumas mexidas nos escolhidos para esta partida, com principal destaque para o internacional português Nani, que deu o seu lugar a Jovane Cabral. No entanto, o Sporting voltou ao seu onze que nesta fase parece ser o seu onze tipo, com o regresso de Rodrigo Battaglia para o miolo, jogando ao lado de Gudelj, relegando Petrovic para o banco de suplentes. Acuña regressou à lateral esquerda, saindo Jefferson e Raphinha entrou para o lado direito, deixando Carlos Mané de fora. Diaby deu o seu lugar a Fredy Montero.

Na equipa de Portimão liderada por António Folha, o destaque foi para a titularidade do colombiano Jackson Martinez, juntamente com um onze bastante ofensivo com homens como Nakajima, Bruno Tabata e Paulinho, dando a ideia de que o Portimonense não iria jogar apenas para o empate.

Os primeiros quinze minutos foram de alguma expectativa mas apesar disso as duas equipas tentaram sempre trocar a bola de pé para pé e com alguma velocidade. O Sporting naturalmente foi tendo mais bola, mas sem conseguir criar um lance de perigo flagrante. O Sporting procurava construir jogo através do seu miolo, com Battaglia e Gudelj com intenções mais ofensivas, dando liberdade para os seus defesas laterais subirem bastante no terreno. Do outro lado, Nakajima, Paulinho e Bruno Tabata são os homens que desde cedo tentaram pegar no jogo do Portimonense. Um jogo sem registo de muitos remates, mas com bom futebol e com boas ideias de jogo, onde os jogadores mais criativos e com maior influência iam tentando aparecer.

Só perto dos vinte minutos de jogo é que se deu o primeiro lance de maior perigo e foi por parte do Sporting. Bruno Fernandes cobrou um livre direto sobre o lado esquerdo do ataque leonino, mas a bola saiu algo torta e fraca, indo diretamente à malha lateral.  Aos 26 minutos foi a vez do Portimonense criar perigo. Bruno Tabata finta Acuña deixando o argentino para trás, coloca depois a bola na área e com muito perigo, Coates desviou a bola pela linha de fundo. O Portimonense tem vindo a ameaçar sobretudo por parte de Paulinho e Tabata, deixando para o nipónico Nakajima o acelerar do jogo do Portimonense, por terrenos mais interiores e a procurar jogar entrelinhas do Sporting.  Ao minuto 30 chegou finalmente o golo na partida e dos algarvios. A equipa de António Folha já tinha ameaçado nos últimos minutos e após boa jogada de entendimento do lado esquerdo, Wilson Manafá – jogador que já representou o Sporting – deixou o seu adversário direto para trás com uma finta de corpo e num belo remate colocou o Portimonense na frente do marcador, com um remate ainda a embater no poste esquerdo da baliza defendida por Salin.

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O Portimonense nunca baixou as suas linhas, mas tentou jogar mais no erro adversário e sair em contra-ataque rápido. O Sporting procurava chegar ao empate, numa situação idêntica ao jogo para a Liga Europa, onde se viu em desvantagem desde cedo, mas sem sucesso. André Pinto aos 37 minutos após livre cobrado por Bruno Fernandes e uma saída em falso do guarda-redes da casa, tenta cabecear para a baliza, mas a bola saiu ligeiramente ao lado, muito perto do poste.

Aos 44 minutos na melhor jogada do encontro, o Portimonense aproveita a passividade leonina e coloca os leões ainda com menos reação e numa situação ainda mais delicada. Uma jogada que começa no meio-campo defensivo dos Algarvios, numa excelente jogada coletiva, Manafá serve o nipónico Nakajima que num excelente remate colocado à entrada da área sem hipótese de defesa para Salin. 2-0 para o Portimonense mesmo em cima do intervalo. Entretanto o guarda-redes Salin foi substituído por Renan Ribeiro após ficar maltradado no lance do golo.

Intervalo no Algarve e os leões a precisarem novamente de um milagre para não saírem derrotados na partida. Uma vantagem justa, da que foi claramente a melhor equipa até ao intervalo. Sempre com mais critério, quer ofensiva quer defensivamente e a conseguir anular completamente o adversário, sobretudo a partir dos 20 minutos de jogo, onde o ascendente caseiro começou a surgir.

Salin teve que ser substituído após o segundo golo
Fonte: Liga Portugal

Para a segunda parte, José Peseiro lançou Nani em troca com Raphinha que hoje esteve algo desinspirado, juntamente com Bruno Fernandes e Jovane, fazendo com que o futebol dos leões tivesse sido previsível e pouco dinâmico. Aos 51 minutos, surge o melhor de Bruno Fernandes e que tardou em aparecer esta época. No flanco esquerdo do ataque leonino, flete para dentro e dispara um remate forte ao canto superior esquerdo da baliza e a bola passa a rasar o poste, naquele que seria o golo da noite e certamente dos melhores da Liga.

À passagem do minuto 60 mais uma boa oportunidade de golo para o Sporting, provavelmente a melhor do encontro por parte do conjunto de Alvalade. Combinação no ataque esquerdo leonino, Bruno Fernandes cruza ao segundo poste e Jovane Cabral com a hipótese de encostar falha escandalosamente o alvo. Com a equipa algo nervosa e a falhar muitos passes, eis que chega um novo ânimo para os leões. Após uma jogada de insistência por parte de Acuña, este combina com Nani que junto à linha final descobre Montero na pequena área e o colombiano solto de marcação, só teve de encostar para golo, reduzindo para 2-1 o marcador, quando o relógio marcava 63 minutos. Aos 68 minutos, Montero tenta isolar Gudelj que após desentendimento da defensiva caseira, surge isolado na cara do guarda-redes Leonardo, mas este consegue fazer a mancha e evitar aquele que seria o golo do empate. A pressão do Sporting ia aumentando, com esperança de ainda chegar ao empate.

Apesar da tentativa do Sporting em chegar ao empate as situações que foram surgindo eram sem nexo e em desespero de causa. Peseiro não arriscava e o resultado ia-se arrastando até final. Já ao minuto 82, novamente Nakajima, acabou com as esperanças leoninas na partida. Na sequencia de um canto, à entrada da área aproveitou para rematar sem hipótese de defesa para Renan, fazendo o 3-1 e o segundo golo na conta pessoal. Posto isto, alguns adeptos do Sporting começaram a abandonar o estádio descontentes com a exibição da sua equipa e sabendo que o Sporting estaria assim a deixar fugir o comboio dos líderes.

Perto do cair do pano, Nani que foi o homem mais neste Sporting e que jogou apenas 45 minutos, descobre Coates na área com um cruzamento certeiro e o central do Sporting, em dia de aniversário, consegue reduzir o marcador para 3-2 com um cabeceamento indefensável ao primeiro poste. Já com a equipa leonina balanceada toda para o ataque em desespero de causa, o Portimonense no contragolpe consegue fazer o 4-2 final numa jogada toda ela conduzida por João Carlos após assistência de Nakajima, batendo Renan Ribeiro num remate colocado ao canto inferior.

O Sporting desperdiçou a hipótese de vitória e de chegar aos lugares cimeiros, somando a sua segunda derrota no campeonato e a sua segunda derrota – consecutiva –  fora nesta edição da Liga NOS, estando já a 4 pontos do primeiro lugar. O Portimonense alcança os 7 pontos e salta na tabela classificativa para um mais tranquilo 13º lugar.

Onzes iniciais:

Portimonense S.C. : Leonardo Navacchio, Vítor Tormena, Lucas Possignolo, Rúben Fernandes, Wilson Manafá, Lucas Fernandes, Pedro Sá (Marcel 58’), Paulinho (Dener 68’), Tabata, Nakajima, Jackson Martinez (João Carlos 84’)

Sporting CP: Salin (Renan 45+3’), Ristovski, Coates, André Pinto, Acuña, Battaglia, Gudelj, Bruno Fernandes, Jovane Cabral (Diaby 83’), Raphinha (Nani 46’), Montero

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