Sempre fui um defensor do nosso actual presidente, não me coibindo de criticar uma ou outra atitude, opção, comentário ou “post” que o mesmo tenha optado por tornar público.

Como posso ser criticado quando defendo o presidente do meu clube, também o posso ser quando decido estar contra. É um direito que me assiste, tomar partido por um dos lados, como também é meu dever aceitar as consequências desses meus actos.

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Ainda assim, quando critico ou defendo Bruno de Carvalho, não me pode ser imputado um rótulo de excomungado por qualquer uma das partes, ou mesmo de uma variante de Sportinguistas que agora tentam implementar.

Acho que não há “croquetes”, “sportingados” ou qualquer outra variante. Há essencialmente Sportinguistas com visões diferentes do que deve ser o nosso Sporting. E talvez a opção ideal para o nosso clube até nem seja nenhuma das “facções” que tentam implementar no seio leonino, mas um misto das duas.

Pedro Madeira Rodrigues, Carlos Severino e Abrantes Mendes são alguns dos principais opositores à actual direcção.
Fonte: Facebook de Carlos Severino

Se, quem critica, o fizer de forma construtiva, e quem ouvir a crítica, a aceite como uma forma de melhorar, podendo até aproveitar alguma dessas ideias externas, quem ganhará será tão só o Sporting Clube de Portugal.

Não podemos extremar posições dentro do clube, porque só o irá enfraquecer a médio prazo. E enquanto outros clubes, quando decidem declarar guerra, o fazem contra um alvo externo, nós insistimos no erro histórico de nos virarmos para dentro. Isto, tanto para quem lidera, como para quem se opõe.

O presidente, ao dirigir um clube democrático, não pode simplesmente exigir que os sócios do clube deixem de ver este ou aquele órgão de comunicação. Não pode também exigir que, quem dá a cara pelo clube todas as semanas, apesar de ser pago pelos canais para isso, deixe de o fazer, até porque pode ser a única forma que têm de prestar um serviço ao seu clube de coração. E deixando de ter defensores do nosso clube nesses programas, o que acha que vai acontecer com cada frase ou atitude, de presidente, treinador, jogadores do nosso clube? Com certeza não teria ninguém a defendê-los, deixando um maior “à vontade” para moldar a opinião pública sem uma visão que rebata as poluições sonoras que saem da boca de muitos dos que estão ali a defender outras cores, muitas vezes fazendo-se passar por isentos.