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Recuperámos o nosso pote de golos, artigo sobre Pedro Gonçalves do Sporting no Bola na rede

Recuperámos o nosso pote de golos. E agora?

Desde há uns meses que temos visto o Sporting a ganhar jogos pelas margens mínimas. Ainda que a equipa tenha produzido o suficiente para, em muitos desses jogos, ganhar por vantagens confortáveis, a bola teimava em não entrar. Umas vezes por não haver quem tenha o remate fácil para a baliza, outras por infelicidade ou menor facilidade em definir e concretizar. Recuperámos o nosso pote 

Tudo isso tem sido justificado com um único argumento. A falta de Pedro Gonçalves para concretizar o jogo ofensivo criado pela equipa leonina. E é inegável que “Pote” é o jogador com maior facilidade em finalizar, tanto pelo número de golos apontados na época passada, como pelo início da presente época, interrompida apenas por uma lesão que para muitos era apenas fingida, mas que afinal o privou de jogar várias partidas, e privou a equipa leonina dos golos que ele poderia ter marcado. Seriam muitos com certeza. Recuperámos o nosso pote

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Agora que ele voltou, com certeza estaremos sempre mais perto de marcar golos, pelo que esse problema estará solucionado. No entanto, cria-se agora um novo, principalmente para o treinador Ruben Amorim.

O regresso de Pedro Gonçalves obriga o treinador leonino a retirar da equipa um habitual titular. E tendo Sarabia vindo para jogar, e por empregar também ele muita qualidade ao jogo ofensivo do Sporting, terá que ser Nuno Santos a sair, ou pelo menos a deslocar-se da sua posição habitual. Recuperámos o nosso pote 

Digo isto, para já porque gosto de Nuno Santos, pela sua qualidade, rapidez, e raça, e depois por considerar que ainda faz a posição de lateral esquerdo melhor que Ruben Vinagre. No fundo, o Nuno faz-me lembrar um pouco Marcos Acuña por todas as características acima descritas, sendo este também uma adaptação de um extremo a lateral. Recuperámos o nosso pote 

Sporting Pedro Gonçalves e Nuno Santos para bater um livre
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rúben Vinagre por Pedro Gonçalves?

Ou seja, se eu fosse o Ruben Amorim, tirava Vinagre para poder entrar Pedro Gonçalves, atrasando Nuno Santos para a lateral. Mas isto não encerra as decisões a tomar para a colocação de todas as peças. O treinador terá ainda que decidir se mantem Sarabia na direita, colocando “Pote” à esquerda, ou se desloca Sarabia para a esquerda, entrado o Pedro para a direita. Para mim, e tendo em conta o rendimento apresentando pelo português à direita, deslocaria o espanhol para a esquerda. Mas ainda assim, e por estarmos a falar de dois jogadores de enorme qualidade, esta questão poderá nem ser um “pormaior” uma vez que “Pote” remata bem com os dois pés, e com os dois em campo, podem até fazer uma frente de ataque mais móvel que troquem constantemente de lado durante o jogo.

Com um ataque composto por Pedro Gonçalves, Sarabia, e Paulinho, podemos tirar ainda mais vantagens das deslocações de Paulinho atrás para receber bola e entregar ao meio-campo, abrindo espaço aos outros dois para aparecer com movimentos de rotura através de diagonais e a surgirem na frente da baliza para concretizar. Ou seja, várias vezes durante o jogo veremos um 3-4-3 a transformar-se rapidamente num 3-5-2, e o logo depois retorne ao sistema anterior. Recuperámos o nosso pote

Falta perceber agora, na prática, se estes jogadores funcionam e dão equilíbrio à equipa, uma vez que Pote e Sarabia terão que ajudar também os seus laterais em momentos defensivos, e é só nesse momento que eu ainda tenho dúvidas se este conjunto de jogadores funcionará em pleno. Porque apesar de termos o incansável Palhinha a limpar e a tentar equilibrar não chega para tudo. Recuperámos o nosso pote

E só estou a colocar a hipótese deste tridente na frente porque sei que Ruben Amorim não prescinde de Paulinho, porque acho que o melhor seria ainda “TT” num dos extremos, colocando Sarabia (que na selecção espanhola jogou várias vezes como avançado centro) ou Pote no meio. Perderíamos jogo aéreo, mas penso que teríamos uma equipa mais equilibrada. E mesmo com Paulinho não marcamos muitos golos de cabeça, pelo menos em ataque continuado.

Recuperámos o nosso pote, aka Pedro Gonçalves a driblar um adversário
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Trocando Paulinho por TT, perderíamos, no entanto, capacidade de segurar bola no jogo mais direto, o que poderia também ser uma desvantagem em alguns momentos do jogo. Mas por isso é que é o Ruben a decidir e não eu, felizmente.

Conseguimos assim perceber que, mediante os jogadores que entrem, conseguimos encontrar novas soluções e criar novas dificuldades. Ou seja, conforme o adversário e os problemas que o mesmo nos coloque, teremos de escolher os jogadores que mais soluções e menos problemas nos trazem. Por isso é que o plantel não tem só 11. No entanto uma coisa é certa, nos onze tem que estar Pote. Recuperámos o nosso pote 

 

Recuperámos o nosso pote

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