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Finalmente. Depois de termos sido campeões europeus, pensei que nos faltava ainda algum tempo para poder voltar a ver o Sporting. Sentia já saudades de ver os nossos jogadores (com a nossa camisola) a jogar, de ver o estádio cheio e de ouvir «O Mundo Sabe Que» entoado por milhares de adeptos. A conversa ao almoço já parece mais a de uma criança de cinco anos que quer um brinquedo novo. «Mãe, podemos ir de férias mais cedo para ver o Sporting?»

O regresso a casa. Com um relvado novo, os novos reforços estão prontos para mostrar o que podem fazer pelo clube na próxima época. Apesar de estar a ser uma pré-época um pouco fracassada, onde foram poucos os jogos que ganhámos, uma pré-época serve mesmo para isso: perceber onde estão os erros e corrigi-los, para que desta vez voltemos tão fortes como estávamos na época passada. Temos muitas competições em que nos focar e temos de conseguir suplantar todas as dificuldades e oscilações de mercado que possam acontecer.

A febre do Sporting e do 12.º jogador Fonte: Sporting CP
A febre do Sporting e do 12.º jogador
Fonte: Sporting CP

No Sábado, o jogo entre o Sporting e o Lyon é o teste final para ver como está a nossa equipa, e espero que seja um teste positivo. Nada me alegra mais que saber que voltámos à base, que estamos em casa. Apesar de estar de pé atrás, acredito que Jorge Jesus tenha sempre uma carta na manga e que seja para começar os jogos oficiais com a máxima força, para entrarmos na Liga dos Campeões em grande. Podem-me chamar sonhadora ou lunática mas, depois deste Europeu, acredito que os clubes portugueses já são capazes de tudo. Somos fortes e já demos provas disso; temos um treinador com coração e garra de leão e temos o 12.º jogador mais poderoso de sempre: os nossos adeptos. O que é que nos falta? Não vou começar com as típicas frases feitas como «Não é como começa, é como acaba» ou «Devagar se vai ao longe». Não. Não temos desculpas. Temos plantel e, mais que plantel, temos equipa. E é isso que apenas quero que mostrem. Jogo em equipa, com jogadores como Podence ou Iuri Medeiros a fazerem a diferença, João Palhinha e Alan Ruiz a segurarem o jogo e, principalmente, a jogarem de forma bonita e a marcar. Não sabem de que fibra somos feitos e é isso que vamos mostrar. No Sábado, a raça dos leões vai estar mais forte que nunca, e é nisso que todos temos de nos focar para sermos os melhores.