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O Rio Ave FC e o Sporting CP entraram para a décima jornada do campeonato nacional da primeira divisão em posições distintas na tabela classificativa. O Sporting, em segundo lugar, tinha pretensões de não deixar o FC Porto distanciar-se no topo da classificação, caso os dragões ganhem este sábado o dérbi da Cidade Invicta no Bessa contra o Boavista. Já a equipa do Rio Ave partiu para o jogo num surpreendente sexto lugar, tendo sido já um osso duro de roer para os outros dois grandes do futebol português: o SL Benfica empatou contra a formação de Vila do Conde a uma bola na quarta jornada, e o FC Porto conseguiu uma vitória muito suada frente à formação vilacondense, batendo a equipa local por duas bolas a uma na sexta jornada.

Estiveram 7158 espectadores no estádio dos Arcos, numa noite marcada por um estranho calor outonal. O jogo começou com um Rio Ave a comandar a partida e assumir as despesas do jogo, ante um Sporting desorientado e sem norte nesta deslocação ao Norte. Nos primeiros quinze minutos da partida, a equipa do Rio Ave contava com quatro remates à baliza de Rui Patrício, enquanto o Sporting apenas registava um remate à baliza do guardião vilacondense Cássio.

A equipa do Rio Ave revelou-se como um conjunto extremamente bem orientado, espelhando o excelente trabalho que Miguel Cardoso está a fazer ao leme da equipa. Do ponto de vista tático, a formação do Rio Ave oscilou entre um sistema de 4x4x2 nos momentos defensivos com Guedes e João Novais como homens mais adiantados e, nos momentos ofensivos, um 4x2x3x1, assumindo-se Tarantini como autêntico proletário neste meio-campo da formação do Rio Ave, libertando Ruben Ribeiro para a sua exímia criatividade em campo.

Na primeira parte surge uma contrariedade para a equipa do Jorge Jesus: ao minuto 28, o português André Pinto substitui o francês Jérémy Mathieu, que saiu lesionado. O Sporting ia vendo um Rio Ave impor-se na partida, observando-se uma formação da casa mais esclarecida e consciente daquilo que queria fazer em campo. Como exemplo dessa supremacia do Rio Ave pode falar-se no cabeceamento perigoso de João Novais, perante um excelente cruzamento do lateral-direito do Rio Ave Lionn. Destaque aqui para a excelente defesa de Rui Patrício. Só nos momentos finais da primeira parte é que os pupilos de Jesus pressionam o Rio Ave, procurando com isso desorientar a equipa de Vila do Conde logo no momento de construção de jogo. Nesse âmbito, era sobre Pelé que recaía grande parte da pressão leonina, não se traduzindo, contudo, em perigos iminentes para a baliza de Cássio.

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O Rio Ave fez um excelente jogo, causando muitas dificuldades ao Sporting Fonte: Rio Ave Futebol Clube
O Rio Ave fez um excelente jogo, causando muitas dificuldades ao Sporting
Fonte: Rio Ave Futebol Clube

A segunda parte começou com uma mudança na equipa dos Leões: entra o argentino Battaglia para substituir Podence. Esta alteração fez com que Bruno Fernandes subisse no terreno, jogando nas costas de Dost. Esperar-se-ia um meio-campo mais reforçado dos leões, com William e Bataglia no eixo desse setor, mas não foi isso que sucedeu. A equipa do Rio Ave revelou-se destemida e o ataque vilacondense conhecia agora um novo dínamo: João Novais. Por outro lado, o avanço de Bruno Fernandes poderia ter potenciado as suas movimentações e a irreverência. Mas o “menino-bonito” de Alvalade permaneceu o jogo todo ao lado da partida, distante da equipa. Quase como que em contracorrente com a exibição de Bruno Fernandes, foi o próprio a introduzir a bola dentro da baliza de Cássio aos 68 minutos, golo que viria a ser invalidado com o recurso ao Video-árbitro. O Rio Ave mexeu na equipa que estava em campo e colocava o extremo-direito Nuno Santos por substituição de João Novais e o avançado Yazalde por Barreto. Essas alterações traduziram-se numa libertação de Ruben Ribeiro para a zona mais ofensiva da equipa vilacondense, com este a jogar agora nas costas de Guedes.

Na segunda parte, a equipa do Rio Ave destacava-se com jogadas de grande envolvimento ofensivo, tal como já tínhamos visto na primeira parte. Essas investidas traduziram-se em lances perigosos que contaram com um Rui Patrício em noite inspirada, realizando defesas de elevada dificuldade.

O minuto 84 marcou o desfecho da partida: cruzamento na zona ofensiva esquerda de Battaglia e cabeceamento de Bas Dost que colocou um ponto final no resultado. O Sporting saiu de Vila do Conde com uma vitória tirada a ferros. É a tal estrelinha, que só alguns parecem ter.