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Tal como era expectável para este mercado de transferências, o internacional português Beto decidiu dar um novo rumo à sua carreira, com vista sobretudo ao Mundial de seleções que se realiza no próximo ano na Rússia. Sem jogar em Alvalade por “culpa” do melhor guarda-redes português da atualidade, Rui Patrício, a sua chamada à campeã da Europa estava dependente de jogar com regularidade e, por isso, Beto optou por rumar à Turquia para ser opção na baliza do Göztepe.

No futebol, quando há saídas sabemos que irão haver entradas. Por isso mesmo, o Sporting foi ao mercado contratar Salin, conhecido da liga portuguesa por ter representado durante pouco mais de quatro épocas a formação do Marítimo. Apesar de ser um guarda-redes experiente e que conhece bem o campeonato português, há também aspetos onde a sua contratação deixa algumas dúvidas. Acima de tudo, a chegada de Salin acontece para não permitir que Rui Patrício “relaxe” ao longo da época sendo uma aposta para o imediato, algo que não assegura o futuro da baliza verde e branca devido aos seus 33 anos de idade. Por outro lado, Beto é considerado por muitos o segundo melhor guarda-redes português da atualidade e, para além disso, é um sportinguista de alma e coração que tinha importante presença dentro do balneário. A sua saída deixa um vazio que, em muitos aspetos, não é preenchido na totalidade pela chegada de Salin.

Salin fez ontem o seu primeiro treino enquanto jogador do Sporting Clube de Portugal Fonte: Sporting CP
Salin fez ontem o seu primeiro treino enquanto jogador do Sporting Clube de Portugal
Fonte: Sporting CP

A titularidade é de Rui Patrício, sem sombra de dúvidas, a menos, claro, que aconteça algo inesperado como uma transferência (pouco provável, parece-me) ou uma lesão. Só nesse caso é que Salin seria chamado a jogar com regularidade em competições de maior importância como o campeonato ou a Liga dos Campeões, caso o Sporting consiga o acesso à fase de grupos. Nesse campo, é seguro dizer que a contratação de Salin é uma segunda linha para ser usada na Taça da Liga e, talvez, na Taça de Portugal e que, se não houver azares de maior, o francês consegue perfeitamente dar conta do recado. No entanto, nesta fase, é importante ganhar rotinas, conhecer a forma de jogar da equipa e perceber qual o papel do guarda-redes na estratégia do treinador. Nesse aspeto, Salin já chegou tarde porque perdeu todos os jogos de preparação da equipa, algo que lhe poderia ter dado todo esse conhecimento dentro do terreno de jogo com tempo para errar e melhorar.

A contratação de Salin vem também levantar uma velha questão relacionada com a formação. Com Azbe Jug a mostrar mais uma vez durante a pré-época que não tem estofo para estar na equipa principal do Sporting, não seria mais vantajoso dar a oportunidade a Pedro Silva ou Vladimir Stojkovic de jogarem nas competições teoricamente de menor importância, para ganharem ritmo competitivo e minutos na equipa principal ao mesmo tempo que isso nos permitia construir e moldar o substituto de futuro de Rui Patrício? Já sabemos que, para Jorge Jesus, a idade conta mais do que a qualidade mas às vezes é bom relembrar que Rui Patrício se estreou na equipa principal do Sporting com 18 anos e não mais largou a titularidade até se tornar no símbolo que é hoje, tanto a nível do clube que representa como da seleção onde joga. Se calhar, era importante refletir que apostar nos jovens nem sempre é mau…

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Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

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