A CRÓNICA: REFEIÇÃO DE GUERREIRO PARA OS LEÕES DE AMORIM

O primeiro jogo caseiro dos Guerreiros do Minho foi realizado numa agradável noite de sábado na cidade bracarense, onde a equipa mediu forças com o conjunto orientado por Rúben Amorim.

Uma primeira parte que fica marcada pela boa organização de ambas as equipas, a nível tático, contribuindo para um jogo equilibrado, no entanto, passivo. Assegurada a agressividade nas bancadas (aqui devo acrescentar as duras críticas à arbitragem por parte dos adeptos da casa), a formação orientada por Carlos Carvalhal começou a demonstrar aquilo que faz melhor, e em que é perigosa, sendo a equipa com uma entrada mais brilhante, conseguindo arrancar algumas oportunidades bastante perigosas para a baliza de Adán.

O ditado é velho: quem não marca, sofre. Assim, Esgaio ganha uma segunda bola mal batida e cruza com exatidão para a área da baliza de Matheus, que não consegue travar a bala rematada por Jovane Cabral. O atual campeão da Primeira Liga Portuguesa acabava de se colocar em vantagem no marcador.

Na segunda parte, esperava-se uma reação do SC Braga, mas foi o Sporting CP que voltou a mostrar serviço. Aos 50 minutos, Pedro Gonçalves encontrou um buraquinho na grande área e, de pé direito, fez o 2-0 para os leões.

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A reação do SC Braga estendeu-se exclusivamente à procura de lances de bola parada. Mas a única fonte de esperança foi a expulsão de Matheus Reis. Logo depois de os leões ficarem reduzidos a 10 elementos, Adán voltou a ser posto à prova por duas ocasiões. Destaque para a grande defesa ao remate de pé esquerdo de Iuri Medeiros.

Aos 92 minutos, a reação acabou por tomar contornos significativos. Abel Ruíz deu uma réstia de esperança para os últimos minutos frenéticos, mas não foi suficiente.

Com este resultado, o Sporting CP assume o primeiro lugar em igualdade pontual com o SL Benfica. Já o SC Braga cai para o 6.º lugar, numa fase ainda muito embrionária da época.

A FIGURA
Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane Cabral – O jovem brilhou com um golo e uma assistência frente ao SC Braga. O menino dos leões continua a dar cartas, época atrás de época, e promete mais uma época de qualidade sob o comando de Rúben Amorim, que apresentou um esquema brilhante na Pedreira.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Abordagem ao jogo de Carlos Carvalhal – Num jogo em que a equipa bracarense ia defrontar uma defesa sólida, composta por três centrais, notou-se que a permanência de Abel Ruíz enquanto homem mais sozinho e desapoiado na frente de ataque não foi a melhor opção. Só depois da entrada de Mário Gonzalez é que o avançado teve o verdadeiro apoio e conseguiu faturar, ajudando também a encostar o Sporting CP na linha defensiva.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A equipa de Carlos Carvalhal apresentou-se num 3-4-3, que algumas vezes variava para um 4-3-3. No 3-4-3, Al Musrati e Fransérgio assumiam a zona intermediária e Galeno assumia a ala esquerda, no apoio ao extremo Fábio Martins. Na ala direita, tinhamos Fabiano Souza no apoio ao outro extremo, Lucas Piazon. Os três centrais eram Tormena, Paulo Oliveira e Raúl Silva.

No 4-3-3, Tormena desdobrava-se para lateral esquerdo e a dupla de centrais ficava apenas com Paulo Oliveira e Raúl Silva, o que normalmente acontecia na saída a jogar do SC Braga aquando dos pontapés de baliza. Galeno tornava-se, assim, praticamente num extremo bem aberto. Destaque para Abel Ruíz, que teve pouco apoio ao longo de um encontro em que a equipa estava a enfrentar três centrais.

Só com algumas substituições, como a entrada de Mário González, é que os bracarenses encostaram definitivamente o Sporting CP na zona mais defensiva. A falta de eficácia, definição e pragmatismo também acabaram por condenar os Guerreiros do Minho neste encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Al Musrati (6)

Galeno (6)

Fábio Martins (5)

Paulo Oliveira (5)

Piazon (5)

Alan Ruiz (7)

Silva (4)

Raul Silva (5)

Tormena (5)

SUBS UTILIZADOS  

Mario Gonzalvez (7)

André Horta (6)

Iuri Medeiros (5)

Rui Fonte (-)

Roger (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Alinhando no habitual 3-4-3 de Rúben Amorim, a formação da capital apresentou uma defesa constituída por Feddal, Coates e Gonçalo Inácio. O meio campo ficou assegurado pelos suspeitos do costume, Ricardo Esgaio e Rúben Vinagre nas laterais, auxiliando Palhinha e Matheus Nunes no centro. Os três homens mais avançados no campo permaneceram Pedro Gonçalves, Paulinho e Jovane Cabral.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adan (7)

Jovane C. (9)

Coates (6)

Ricardo Esgaio (8)

Feddal (5)

Gonçalo Inácio (6)

Matheus (5)

Palhinha (5)

Paulinho (4)

Pedro Gonçalves (6)

Rúben Vinagre (5)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (6)

Matheus Reis (-)

Tiago Tomás (-)

Porro (-)

Ugarte (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Sporting CP

BnR: Como disse, o golo não foi sucedido logo após a expulsão de Matheus Reis. Pergunto-lhe se acha que esta expulsão teve influência nas oportunidades que foram criadas pelo SC Braga e, posteriormente, no golo que surgiu?

Rúben Amorim: Acho que não, teve mais mérito o SC Braga. Foi por aquele lado, tivemos de trocar o Esgaio e aí o treinador não mexeu bem daquele lado e não fechou e não deu informação. Os jogadores dão tudo e deram tudo. Tentaram fazer aquilo que nós dissemos, e poderá ter alguma influência, porque nós tivemos de trocar algumas vezes aquele lado. Isso tudo também foi trabalhado pelo treinador do SC Braga e nós conseguimos aguentar o resultado, e temos mérito por isso.

 

Rescaldo de opinião de Ana Beatriz Martins e João Castro

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

2 COMENTÁRIOS

  1. Muito boa crónica como de costume, só um reparo, na pergunta feita na conferência de imprensa foi o Matheus Reis que foi expulso 😉

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