A CRÓNICA: EXIBIÇÃO POBRE DO SPORTING CP + O SOFRIMENTO DE SEMPRE, MAS COM TRÊS PONTOS

Esperava-se uma entrada forte do Sporting CP, mas foi mesmo a turma algarvia que começou melhor na partida, beneficiando de uma entrada macia da turma de Alvalade. A equipa do Farense pressionou alto, mas foram os Leões deram o primeiro aviso ao passar dos nove minutos, através de João Mário, que rematou cruzado para uma boa intervenção de Beto. O Farense foi criando oportunidades e também Jonathan Lucca esteve perto de abrir o marcador minutos depois, após um cruzamento de Ryan Gauld.

Os Leões não conseguiam pegar no jogo e serem clarividentes, pelo que a atitude competitiva do Farense, com destaque para Tomás Tavares, iam complicando a tarefa dos Leões, que quase sofreram golo à passagem da meia-hora, com Adán a defender um cabeceamento de Rodrigo Mancha, que foi assinalado fora de jogo. A defesa do Farense manteve-se sólida, e apesar da ineficácia de Nuno Mendes no processo ofensivo, foram dos pés do jovem leonino que saiu a primeira grande oportunidade. Coates quase abriu o marcador, mas Beto fez uma enorme intervenção.

Os Leões pressionavam e no lance seguinte chegaram mesmo à vantagem. Nuno Mendes a bater novamente o pontapé de canto, Paulinho falha o cabeceamento e o esférico chega até Pedro Gonçalves, que em frente à baliza não vacilou e marcou o seu 17.º golo no campeonato, isolando-se no primeiro lugar da tabela dos melhores marcadores.

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O Sporting CP assumiu o domínio do jogo durante alguns minutos, porém o Farense conseguiu criar situações de perigo ainda antes do intervalo, por intermédio do inconformado Tomás Tavares, o melhor dos algarvios nos primeiros 45 minutos, que caiu na grande área leonina, mas apesar dos protestos, Hugo Miguel não assinalou penálti. O líder do campeonato, apesar das dificuldades nas transições e nos contra-ataques, foi mais eficaz e saiu para os balneários a vencer.

Na segunda parte, o SC Farense entrou, novamente, melhor. Rodrigo Mancha teve a primeira oportunidade, com Adán a defender novamente o cabeceamento do defesa brasileiro. Os Leões tiveram uma oportunidade flagrante por intermédio de Paulinho, que hesitou e não conseguiu rematar. A exibição muito perdulária da principal referência ofensiva do Sporting, bem como dos seus companheiros na frente, não ajudou e o Farense cresceu, naturalmente, no jogo. Ryan Gauld foi dos melhores da equipa da casa e por pouco não registou mais uma assistência na presente edição da Liga. Pedro Henrique, no cara-a-cara com Adán, voltou a não conseguir fazer o gosto ao pé, com o espanhol a mostrar-se intransponível.

O Farense teve as melhores oportunidades no início da segunda parte, pressionando muito alto, tal como na primeira metade. Perto da hora de jogo, Paulinho teve nos pés uma oportunidade de ouro para marcar o golo da ‘‘tranquilidade’’, após boa combinação entre Daniel Bragança e João Mário, mas Beto fez mais uma grande defesa. A saída de João Mário fez o Sporting perder bola, principalmente no meio-campo, o que fez com que a turma algarvia tomasse as rédeas do jogo e criasse mais oportunidades flagrantes, tendo um golo (bem) anulado por fora-de-jogo.

O argentino Mansilla, que entrou no decorrer do segundo tempo, foi dos mais perigosos do Farense e quase chegou à igualdade, mas novamente Adán mostrou-se um ‘‘muro’’, resistindo às últimas investidas da equipa de Jorge Costa, terminando o resultado com uma vitória difícil para os Leões, que voltam a vencer na Primeira Liga, depois de dois empates consecutivos.

 

A FIGURA

Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

Antonio Adán – O guarda-redes espanhol foi eleito o melhor em campo e isso diz tudo sobre a exibição menos conseguida do Sporting CP no Algarve. O número um leonino esteve intransponível e evitou em diversas oportunidades um possível golo do empate do Farense, tal como Beto também evitou golos quase certos da turma leonina. O guardião de 33 anos voltou a estar em grande nível e a mostrar que foi um grande reforço para o líder do campeonato.

 

O FORA DE JOGO

Substituições do Sporting CP – Não se percebe a saída de João Mário, que estava a ser um dos melhores dos Leões, nomeadamente na segunda parte. Com a entrada de Matheus Nunes, o Sporting CP deixou de ter bola no meio-campo e o Farense acreditou que podia chegar ao empate. Nuno Santos poderia ter entrado mais cedo para dar outro tipo de dinâmica à equipa. Rúben Amorim, com tem sido apanágio nos últimos jogos, voltou a desafiar os deuses do futebol e a testar a paciência dos adeptos. Desta vez, apesar dos sustos no fim, correu bem.

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

A equipa do Farense tem praticado um futebol agradável ao longo desta edição da Primeira Liga, que não se reflete na sua classificação atual no campeonato. Os comandados de Jorge Costa tiveram várias oportunidades para marcar, mas esbarraram em Adán, que fez uma enorme exibição, provavelmente a melhor de leão ao peito.

A pressão alta do SC Farense encurralou os Leões no início de ambas as partes, deixando à vista as dificuldades do Sporting CP para assentar o seu esquema tático, e foi precisamente nesses períodos que a turma algarvia conseguiu criar as suas principais oportunidades, tendo mais bola em diversos períodos, não sendo mero acaso o facto do SC Farense ter terminado com mais posse de bola, passes realizados e remates à baliza na segunda parte. Fica na retina uma exibição positiva, apesar da derrota.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Beto (8)

Tomás Tavares (7)

César (6)

Eduardo Mancha (7)

Abner (6)

Amine (6)

Lucca (7)

Bilel (6)

Gauld (7)

Licá (6)

Pedro Henrique (6)

SUBS UTILIZADOS

Mansilla (7)

Miguel Bandarra (6)

Fabrício (-)

 

 ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Entrada muito abaixo do esperado por parte do Sporting CP, que lidou mal com a pressão alta do Farense. O trio de centrais leonino, que desta feita contou com Matheus Reis à esquerda, sentiu dificuldade em sair a jogar e os jogadores da frente não conseguiram esticar o jogo. Os laterais não conseguiram ser eficientes na vertente ofensiva, nomeadamente Nuno Mendes, que esteve mais uma vez muito mal no último terço e nas abordagens defensivas, cometendo uma falta sobre Tomás Tavares que podia ter perfeitamente originado uma grande penalidade a favor da equipa da casa.

João Mário, principalmente na segunda parte, deu qualidade na posse de bola e explorou o espaço entre linhas, mas Pote, apesar do golo apontado, e Paulinho, estiveram muito apagados durante o jogo. O avançado contratado ao Braga foi muito hesitante, perdulário e deu-se pouco ao jogo. Matheus Nunes entrou para o lugar de João Mário, mas pouco conseguiu fazer face ao ímpeto ofensivo do Farense, que acreditou que podia chegar à igualdade dada a falta de ambição da equipa forasteira. Mais uma vez, Rúben Amorim esteve mal nas substituições e podia muito bem ter saído do Algarve com mais um empate na bagagem.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (8)

Inácio (6)

Coates (7)

Matheus Reis (6)

Porro (6)

Palhinha (6)

Bragança (6)

João Mário (7)

Nuno Mendes (5)

Pedro Gonçalves (7)

Paulinho (5)

SUBS UTILIZADOS

Matheus Nunes (6)

Nuno Santos (-)

Tiago Tomás (-)

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